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Krugman

Se eu fosse vizinho deste senhor tinha cuidado. Qualquer dia ainda vinha dizer que era trágico eu não pagar as suas dívidas, assim como acha trágico que os alemães paguem as dívidas dos portugueses, espanhóis, gregos, etc.

Basicamente ele quer que os governos responsáveis violem, ainda mais, os direitos de propriedade privada dos seus cidadãos, cobrando mais impostos, para pagar o desvario e populismo dos governos irresponsáveis. Os incentivos criados para o futuro, são desastrosos.

E ainda quer que se endividem em conjunto, para que a festa dos irresponsáveis possa continuar, mas a juros mais baixos. Centraliza mais poder em Bruxelas e atrasa o problema da dívida por alguns anos… mas a dívida não desaparece, apenas fica escondida, enquanto vai aumentando!

Fundo de Emergência


Hoje, os mercados estão a registar fortes ganhos com o anúncio do fundo de emergência que vai "providenciar" 600 biliões de Euros à Comissão Europeia para emprestar a países que esta considere estarem a ser injustamente "atacados" pelos especuladores. Desses 600 biliões, 60 vêm de empréstimos de países europeus, 440 de empréstimos que a Comissão vai contrair no mercado, com a garantia de pagamento de países europeus, e 100 do FMI.

Aparentemente, isto parece uma boa solução para o problema, e os mercados parecem estar de acordo, no entanto, a realidade pode ser um pouco diferente, principalmente tendo em conta os incentivos de longo prazo que são criados.

Primeiro, não acredito que a Comissão seja boa avaliadora de quem são os países "injustiçados" pelo mercado. A Grécia, enganou esta mesma Comissão durante vários anos. Na prática, acho que até a Grécia vai beneficiar.

Segundo, isto vai criar dívida europeia, pela primeira vez, algo que a esquerda já pretendia há muito tempo. A partir daqui, ninguém sabe que monstro estamos a criar...

Terceiro, os países que se portaram bem vão pagar indirectamente pelo esbanjamento dos outros.

Quarto, os países esbanjadores não vão pagar pelos seus erros, na totalidade. Este fundo pode baixar juros de países em dificuldade, mas isso só os levará a manter as politicas que os puseram em maus lençóis.

Quinto, cria-se um problema de risco moral. Para quem, por ventura, ache que isto não é um problema, basta lembrar das garantias implícitas dadas pelo governo americano à Fanny Mae e Fredie Mac, que apenas esconderam a bolha do imobiliário americano e permitiram que esta se tornasse maior, até que um dia rebentou.

No curto prazo, este fundo de emergência provavelmente vai acalmar os mercados, mas cuidado com o longo prazo...

Políticos vs Realidade



Hoje, no Financial Times, vem uma declaração de Angela Merkel, comparando a situação que se vive nos mercados financeiros, em resultado da crise da dívida de vários países europeus, com uma "batalha entre os políticos e o mercado".

Eu chamo-lhe antes uma batalha entre os políticos e a realidade, e no final já sabemos bem quem sairá vencedor (pista: pode demorar, mas a realidade acaba por vir ao de cima).

Isto não quer dizer que os políticos venham a pagar pela sua derrota. Normalmente, eles tendem a passar os custos das suas acções para o resto da população.

Os políticos europeus, têm de reconhecer que andaram a distribuir demasiado dinheiro, habituando mal grandes fatias da população. Isso, juntamente com a queda das receitas fiscais provocada pela recessão, e o aumento dos gastos, fruto de políticas keynesianas na tentativa de sair da mesma recessão, levou a um forte endividamento.

Agora, há uma única saída para evitar a falência, que é cortar nos gastos (encarar a realidade) e deixar de culpar a "conspiração dos especuladores" (viver no mundo da fantasia).

Dívida na Europa




Retirado daqui.

Dívida - Circulo vicioso

uando muito se fala no problema da Grécia, e muito pouco nas causas que levaram a essa dívida, temos novamente este problema a tentar ser varrido para debaixo do tapete. Os dirigentes a tentar camuflar os seus erros, típicos da classe política que só existe para servir os lobbies instituidos e dar a ilusão de escolha, evitam a resolução deste problema da dívida soberana, que foi denunciado por este e outros blogs há vários meses / anos atrás, mas claro ignorado porque dava jeito.

O problema da Grécia é um problema menor, já que comparado com outros países é algo insignificante no impacto do GDP europeu (representa 3%), só que como a banca está envolvida então os aflitos e um dos lobbies mais fortes faz barulho para os mesmos (contribuintes) paguem a factura da sua loucura e da ganância dos bónus bilionários. O real problema está em países como UK (falido), USA (falido), Espanha (falida), Itália (falida), etc, etc...

Espero que não se deixem enganar pelos dirigentes quando vierem cobrar mais impostos a bem do sonho europeu, já que todos nós iremos ser obrigados a pagar as dívidas de um sistema económico à beira do colapso, financiado a bem da classe instituída. O problema não pode ser resolvido pela mesma classe que o provocou. Está na altura de irem embora e deixarem o mercado ajustar por si próprio.

Quando vemos o Constâncio, que no seu mandato deixou 2 bancos falirem graças a crimes cometidos, e outro como o BCP onde a gestão veio-se a descobrir era também ela fraudulenta, ir para vice-presidente do BCE está tudo dito. Os cargos políticos, neste sistema político não são atribuidos por mérito, mas sim pelas amizades, compadrios e favores que se fazem. Eu espero que cada vez mais pessoas abram os olhos, e impeçam esta palhaçada que é o nosso sistema dito capitalista continue (vivemos num sistema onde a oligarquia impera). Haja coragem para mandar o estado dar uma volta, reconhecer que quanto maior o estado maior a vigarice, desperdício e impostos e deixemos que o mercado se ajusta livremente. Ficam 3 gráficos, o da dívida de alguns países, para se enquadrarem com os vencimentos deste ano (esquema ponzi prestes a rebentar), o dos USA que neste momento é dos países com um sistema totalmente falhado e prestes a implodir e o gráfico mostra porque e por fim um chart para se verificar em que ponto os países mais evoluidos da Europa se encontram, relativamente a dívida criada. Por alguma razão estes países acham a dívida um disparate e por acaso são dos mais avançados a vários níveis da europa e do mundo.

Só rezo para quando isto der o estoiro, a populaça não queira mais Estado e reconheça de uma vez por todas que É ESSE O PROBLEMA... exemplos não faltam. Quanto mais à esquerda é o país, MAIS MISERÁVEL ELE É... Por alguma razão é e exemplos não faltam.