A Favor da Escolha na Moeda - Hayek

Hayek:
“There could be no more effective check against the abuse of money by the government than if people were free to refuse any money they distrusted and to prefer money in which they had confidence. Nor could there be a stronger inducement to governments to ensure the stability of their money than the knowledge that, so long as they kept the supply below the demand for it, that demand would tend to grow. Therefore, let us deprive governments (or their monetary authorities) of all power to protect their money against competition: if they can no longer conceal that their money is becoming bad, they will have to restrict the issue.

“Make it merely legal and people will be very quick indeed to refuse to use the national currency once it depreciates noticeably, and they will make their dealings in a currency they trust.

“The upshot would probably be that the currencies of those countries trusted to pursue a responsible monetary policy would tend to displace gradually those of a less reliable character. The reputation of financial righteousness would become a jealously guarded asset of all issuers of money, since they would know that even the slightest deviation from the path of honesty would reduce the demand for their product.” Link.

Nesta época, em que o Euro parece estar cada vez mais ameaçado, a ideia defendida por Hayek, de permitir que cada cidadão possa legalmente escolher a moeda em que faz as suas compras e vendas, os seus depósitos e as suas poupanças, é essencial para proteger a riqueza dos cidadãos. Não é justo que a população pague, ainda mais, pela incompetência dos políticos, ao estar obrigada a utilizar a moeda por eles escolhida e destruída.

Para além disso, tal como o André escreveu abaixo, os governos são os maiores destruidores de postos de trabalho e as suas intervenções criam enormes distorções nos incentivos dos indivíduos, pelo que é essencial limitar a capacidade dos estados de criar moeda para alimentar o Leviatan.

O governo como destruidor de empregos

Quando quiserem ir fazer manifestações, que o façam pelas razões certas e não pelo direito a tudo e mais alguma coisa... Façam-no para pedir menos governo e mais iniciativa privada. O governo age apenas como destruidor de empregos...
Tirar o dinheiro a quem trabalha e dar o dinheiro a quem não trabalha e de um modo mágico isso vai criar actividade económica... é uma ideia tão idiota que só na cabeça de políticos. A economia rege-se por incentivos e se o dinheiro está a circular de quem produz para quem não produz então o incentivo está do lado da não produção... Isto é a minha definição do Estado Social, ideia idiota criada pelo políticos para ganhar votos, mas que inevitavelmente leva uma economia À FALÊNCIA..
Ficam 2 vídeos que aconselho a partilharem, onde se pode escutar quem realmente previu a crise, onde se pode aperceber que o estado tem de sair da frente das operações, o estado apenas rouba a quem produz e dá a quem nada faz. A economia não se faz pelo consumo, mas sim pela produção, pois a produção é que gera consumo e não o contrário.

John Stossel - 10 Promessas dos Políticos

Deflação vs Inflação

Rothbard vs Milton Friedman

No link, podemos ler um artigo de 1971, escrito por Murray Rothbard, em que este define os pontos que o separam de Milton Friedman (e, por consequência, o que separa a Escola Austríaca da Escola da Chicago), demolindo um por um, até chegar à conclusão final: "It is high time to identify Milton Friedman for what he really is. It is high time to call a spade a spade, and a statist a statist."

Para além de ser interessante do ponto de vista da separação de águas, o artigo também é válido como documento histórico, no que respeita às "lutas" dentro do movimento libertário americano.