Private Conservation of Wildlife in Africa


Como a aplicação de direitos de propriedade privada, sobre animais selvagens em perigo de extinção, levou a uma aumento considerável na população destas espécies.


Por outro lado, onde estas experiências foram rejeitadas, o resultado foi o inverso.

"Unfortunately, in east Africa they essentially rejected all of these approaches - rejected ownership of wildlife, rejected economic value to wildlife, rejected hunting, and so on. During this period in east Africa, their black rhino population plummeted from about 17,000 to less than 1,000. Yet, on the reverse of the side showing the lack of property rights is the side reported by Brian Seasholes showing that the creation of property rights caused wildlife to flourish."

Prepare For Crashing Markets

"If the Fed and government continue to meddle in the free markets in an attempt to prop up asset prices at levels that are "higher than they otherwise should be", you can be certain more bubbles and asset price crashes are ahead. I would say chances are about as good as the sun rising tomorrow." Artigo completo aqui.

Embora o gráfico se refira à bolsa, o comportamento da economia em geral é similar, pelo que se aplicarmos o gráfico ao ciclo económico, provocado pela manipulação das taxas de juro, por parte dos bancos centrais, é de notar que quando se dá o regresso à média, esta é inferior à média que ocorreria sem a bolha, porque a bolha constitui um desperdício de recursos.

A manipulação das taxas de juro não afecta todos os sectores da mesma forma, retirando recursos dos sectores prejudicados, a favor de sectores beneficiados pela manipulação, constituindo uma distorção insustentável da situação mais eficiente que ocorreria se o mercado fosse deixado funcionar livremente.

O crash torna-se inevitável, mais tarde ou mais cedo, mas quanto mais tarde, ou seja, quanto maior a manipulação/distorção, pior será o crash e mais longe a economia acabará por ficar da "média" do mercado livre.

Ponto de Inflexão - Reservas Bancárias

Artigo interessante sobre o eventual ponto de inflexão nas reservas bancárias detidas junto do Fed, e sobre quando as taxas de juro irão começar a subir. Aqui.

Peter Schiff - Dolar vs Yuan

Razoável?

Segundo um analista da Fitch, o estado português começou o ano de forma razoável no que diz respeito à captação de crédito.

Este homem será doido?

A este ritmo, só para termos uma ideia do que estamos a falar, dado que a dívida do estado anda na ordem dos 85% do PIB, e que hoje de manhã os juros andavam nos 6,7%, se conseguissem rolar toda a dívida a esta taxa (assumindo que não era adicionada mais dívida e que a economia estagnava), estariamos todos os anos a transferir 5,7% do nosso PIB só para pagar juros.

Alguém pode achar isto razoável?

Politicos Americanos vs Politicos Portugueses

Interessante verificar como nos últimos 30 anos foram os presidentes republicanos quem mais contribuiu para aumentar a divida pública americana, ao contrário do que diz a propaganda segundo a qual estes são os mais responsáveis fiscalmente.

Claro que Obama quer bater o recorde de Bush, ao adicionar 2.5 biliões de dólares de divida em apenas 2 anos, enquanto o "mãos-largas" (com o dinheiro dos outros) Bush aumentou a divida em 5.5 biliões de dólares, em 8 anos.

Em Portugal, o PS é históricamente visto como menos responsável, embora o PSD não possa ser exaltado como um modelo, dado que houve um aumento do peso do estado na economia, em todos os governos dos últimos 30 anos. Mesmo quando o PSD esteve no poder, pela última vez, quando o problema do endividamento já era bem conhecido, o melhor que conseguiu foi suster a despesa publica, mas não conseguiu baixá-la apesar de todo o esforço que aparentemente foi realizado.

Resumindo, nos EUA, os republicanos costumam aumentar o défice baixando os impostos, sem baixar a despesa, enquanto os democratas tiveram um comportamento diverso, com Clinton a somar pouca divida, tendo aumentado a receita fiscal, e Obama a acumular défices gigantescos. Em Portugal, o PS costuma aumentar a despesa, tentando não mexer nos impostos, enquanto o PSD, na última passagem pelo poder, conteve a despesa mas aumentou os impostos, para reduzir o défice.

No fundo, tanto em Portugal como nos EUA, nenhum dos partidos do poder tem politicas orçamentais sustentáveis, no longo prazo, sendo todos responsaveis pelo crescimento do Leviatan, que sobrecarrega as familias com impostos e hipoteca o futuro de gerações que ainda não nasceram.

Preparem-se para a Estagflação

As Pessoas Estão a Abrir os Olhos


A recente polémica envolvendo Eric Cantona, que levou à criação do site bankrun2010, mostra que cada vez mais pessoas estão a aperceber-se de que há algo muito errado com o sistema em que vivemos, em especial com o sector financeiro.

Infelizmente querem resolver erradamente problemas criados por intervenções estatais, que em muito beneficiam o lobby dos bancos, como (1) a existência de reservas fraccionais, a criação de bancos centrais que criam dinheiro quase sem custo, sem ter de prestar contas, e o (2) fazem chegar em primeiro lugar aos bancos, levando a que estes sejam os mais beneficiados com a criação de inflação, para além de funcionarem como (3) credor de último recurso, em caso de dificuldades de liquidez da banca. Nenhum outro sector é tão protegido por regulações estatais.


Para resolver estes problemas, pretender criar mais regras, mas desta vez contra os bancos, parece-me o caminho errado, até porque eles têm mais poder de lobbying junto do poder, e para equilibrar as forças a favor dos consumidores, basta anular estas regras que distorcem a economia, e criar um sistema muito mais transparente.

Divida do Estado Português

Tal como em muitos outro assuntos, os nossos governantes continuam com uma opinião muito própria em relação à dívida pública portuguesa, mantendo um optimismo irrealista, enquanto o mundo à sua volta se desmorona.

A verdade é que se não fossem as compras massivas de dívida (portuguesa e de outros), por parte do Banco Central Europeu, já o FMI estava em Lisboa há muito tempo. Mas segundo as últimas declarações de Jean-Claude Trichet, "a responsabilidade política monetária não pode substituir a irresponsabilidade dos Governos" (nesse momento, José Socrates deve ter sentido as orelhas a arder).

Será que vamos começar a ver um BCE mais responsável, ou será que vai continuar a ajudar os "irresponsáveis" em detrimento dos responsáveis? Sim, porque quando cria moeda para salvar alguns estados, está a beneficiar aqueles que recebem primeiro essa nova moeda (neste caso aqueles a quem a dívida é comprada), prejudicando os outros cujo dinheiro sai desvalorizado pela inflação. Na prática, está a haver uma transferência de riqueza dos países da Zona Euro que têm as contas em ordem (as formigas), para aqueles com défices descontrolados (as cigarras).

Enquanto a irresponsabilidade continuar a ser premiada, os perigos de contágio vão persistir, outros países terão de ser salvos (ao contrário do que pensa a Alemanha) e o Euro estará em sério perigo…

Como o Capitalimo Salvou os Mineiros Chilenos

Reforma Agrária Chinesa


Um episódio interessante, que mais uma vez demonstrou o falhanço da propriedade colectiva, ocorreu com a terceira reforma agrária chinesa, depois da implementação do regime comunista, que consistiu numa quebra com a exploração colectiva da terra, através da constituição de um regime de responsabilidade familiar, no qual cada família tinha direito a explorar uma parcela (mais detalhes sobre os sistema neste link). Embora ainda não fosse um sistema de propriedade privada, foi um passo na direcção certa, que obteve resultados imediatos, com crescimentos significativos da produção agrícola.

É curioso que, em meados dos anos 80, a produção agrícola voltou a estagnar, ao se esgotarem os benefícios daquele sistema, o que segundo o artigo se ficou a dever a problemas que, na minha opinião, podiam ser resolvidos mais facilmente num verdadeiro sistema de propriedade privada:

(1) Parcelas de terra demasiado pequenas, para uma exploração eficiente. Caso a terra pudesse ser vendida, haveria um incentivo a que as parcelas se unissem, p.e. através de compras ou de cooperativas ou associações, até atingirem uma dimensão óptima.

(2) Como as terras não pertenciam aos trabalhadores, e podiam mesmo ser redistribuídas a qualquer altura, os camponeses apenas perseguiam objectivos de curto prazo, sobre-produzindo e fazendo poucos investimentos. Caso a terra fosse efectivamente dos camponeses, havia mais incentivos para estes seguirem objectivos de longo prazo, nomeadamente para preservar as terras e realizar investimentos, porque seriam os próprios a retirar os ganhos das suas acções, mesmo que vendessem as terras porque estas estariam mais valorizadas.

(3) As terras estavam mal distribuídas. Num sistema onde a terra pudesse ser vendida, haveria um incentivo a que os proprietários mais produtivos comprassem as terras a proprietários menos produtivos, porque conseguiam tirar mais rendimento do mesmo terreno, pelo que seria pouco provável que este problema persistisse.

Desejos para 2011

O meu maior desejo para 2011, no que diz respeito ao rumo traçado por Portugal, é que se inverta a tendência de socialização da nossa economia, das últimas décadas, e se comece finalmente a apostar no caminho da liberdade individual.

Para começar não são necessários grandes passos (se quisermos ser realistas), porque pequenas mudanças podem ter grandes efeitos, como no exemplo de que falarei no próximo post, ocorrido na China, no final dos ano 70, que teve um impacto significativo na vida dos camponeses.


Enquanto países que tinham economias planificadas, com a China e a India, estão a reduzir o peso do estado, com resultados espantosos, ao retirar milhões de pessoas da pobreza, os países ocidentais vão em sentido contrário, com resultados opostos, baixando o nível de vida de milhões para o limiar da pobreza.