2 Exemplos para Portugal - Nova Zelândia e Suiça

Ao contrário do que os nossos políticos (e especialistas que aparecem na televisão) dizem, o que Portugal precisa não é de investimento público nem de incentivos estatais ao emprego ou às exportações. Precisamos é que o estado saia do caminho, e deixe os portugueses decidirem o seu próprio caminho. 2 países servem de exemplo.

O primeiro, a Nova Zelândia, é um excelente exemplo para nós, porque era um país onde o estado absorvia uma parte substancial do PIB e conseguiu inverter a situação.

O segundo, a Suiça, sempre conseguiu conter o peso do estado através de um sistema onde os cantões têm muita independência, inclusive a nível fiscal. Seria um bom modelo, se quisermos avançar para a regionalização, embora os nossos partidos defendam mais um aplicar do modelo "Madeira" a todas as regiões do país, o que nos levará rapidamente à ruína.

Foram os "animal spirits" que causaram a crise?


Acho piada (no mau sentido) a esta explicação keynesiana dos animal spirits, para as crises, que infelizmente é muito popular entre os comentadores, que aparecem nos nossos meios de comunicação social, e entre os nossos políticos.

Quer dizer que tudo corria bem, até que certo dia as pessoas são invadidas por pensamentos irracionais e lançam a economia numa crise, sem que haja algum fundamento real para que isso aconteça. Segundo o autor deste texto, que fala elogiosamente do livro "Animal Spirits: How Human Psychology Drives the Economy, and Why it Matters for Global Capitalism", o que explica as crises é a degradação moral dos agentes económicos, que vão diminuindo a sua aversão à corrupção.

Escreve o autor do texto, seguindo as ideias do livro, “o renovar cíclico de tais ondas assenta no facto de haver por parte dos agentes ou organizações, em determinados períodos, a crença de que é fácil obter ganhos indevidos sem sofrer uma penalidade de dimensão equivalente.” Temos de nos perguntar é se isso aconteceu unicamente porque os agentes foram tomados pelos tais “animal spirits”, ou se de facto há razões reais que levaram a essas decisões.

Então, vejamos, havia garantias implícitas do governo americano à Fannie Mae e Freddie Mac, acreditava-se que em caso de crise grave o governo não deixaria cair os grandes bancos (tal como havia feito no passado, e de facto voltou a fazer), o Fed manteve taxas de juro muito baixas praticamente durante a primeira metade da década de 2000, o que (1) motivou a bolha do mercado imobiliário, criando a ilusão que as casas valorizariam todos os anos entre 10% a 20%, e (2) inundou o mercado financeiro de liquidez, levando muitos bancos a seguir politicas perigosas de endividamento. Quando o Fed começou a subir as taxas de juro, para conter a inflação, a bolha ainda se aguentou durante mais uns anos, mas acabou por rebentar em 2008. Será que todas estas medidas, por parte do estado e da Reserva Federal, não ajudaram a fazer crescer a crença de que não haveria “penalidade de dimensão equivalente” aos ganhos?

Parece-me óbvio, que os bancos tinham um forte incentivo a arriscar demasiado, porque se ganhassem, os lucros eram deles, se perdessem, eram salvos pelo estado. Os lucros também pareciam muito fáceis, com os bancos a receberem crédito barato junto do Fed, que depois usavam para alimentar a bolha do imobiliário.

Perante isto, como é possível alguém ainda acreditar nesta história dos “animal spirits”?

PS: um bom reconhecimento das causas da crise, é importante para saber qual a melhor forma de a ultrapassar. Se a crise fosse apenas “psicológica”, poderíamos recorrer a alguma acção do estado para resolver a situação. No entanto, esta crise tem causas bem reais, nas quais está bem presente a mão do estado a distorcer os mercados. Se foi o estado e a Reserva Federal que causaram a crise, será que a podem resolver? Não me parece.

Mudança de Sistema Educativo no Reino Unido

O novo governo britânico, dos Conservadores e Liberais Democratas, tem no topo da sua agenda implementar mudanças no sector educativo.

Uma das hipoteses em cima da mesa, baseia-se no sucesso do sistema sueco, que é uma variação do sistema de cheques educação, embora neste caso o estado atribua directamente verbas às escolas, tendo por base o número de alunos inscritos. (Interessante como o pai do sistema sueco, um país com um forte estado social, friza que a procura do lucro foi essencial para os bons resultados.)

Não é um mercado livre na educação, mas dá mais liberdade de escolha aos pais, premeia as boas escolas e pune as más.

O Zapatero já sabe...


A ser verdadeira a apresentação que se pode encontrar aqui, o Zapatero já sabe que a sua politica energética é um desastre económico. Resta saber o que ele vai fazer em relação a isso.

PS: a nossa política energética é muito parecida. Os resultados não devem ser muito diferentes.

PS 2: na imagem, imaginar o Socrates em vez do Obama.

"Take Government Back" - Rand Paul

Na América, a população está cada vez mais desiludida com os políticos e com a forma como o estado tem vindo a ganhar terreno, na sociedade e na economia. Prova disso é a retumbante vitória de Rand Paul, filho de Ron Paul, nas primárias do Partido Republicano, no Kentucky, contra um candidato apoiado pela liderança do GOP (Grand Old Party). Isto quer dizer que, será ele o candidato deste partido, nas eleições de Novembro, para representar o seu estado no Senado dos Estados Unidos.

O seu programa assenta sobretudo na ideia de reduzir o peso do estado, na economia e na vida dos cidadãos, sendo um dos principais nomes do movimento "Tea Party". É um critico da Reserva Federal e opôs-se aos bail outs dos grandes bancos de Wall Street. É, ainda, favorável a uma politica externa americana mais comedida.

Esperemos que estes ventos de mudança se espalhem na América, e alastrem à Europa, e a Portugal (quem viu a triste entrevista de ontem do nosso primeiro ministro, sabe que bem precisamos...). Aqui fica o link para a aparição de Rand Paul, hoje de manhã, no programa American Morning, da CNN:

Meltup - Documentário

Novo documentário do Inflation.us, associação que tem como objectivo preparar a hiperinflação que se aproxima.


O Nascimento do Estado-Social Alemão


Com a unificação da Alemanha, em 1871, Bismarck, que era o primeiro-ministro da Prússia, tornou-se o chanceler do novo império. Manteve-se no poder até 1890, vindo a falecer em 1898.

As suas políticas, foram marcadamente autoritárias, no plano interno, e imperialistas e militaristas, no plano externo. Para além disso, hoje ele também é conhecido como o pai do estado social alemão.

No entanto, o astuto chanceler, não deu início ao estado social por motivos altruístas. Esta constituiu uma jogada política bem calculada, com a qual arrumou dois problemas de uma vez só.

Por um lado, com a industrialização da Alemanha, a crescente classe operária estava exposta à influência dos sindicalistas, com ideias socialistas. Tinha aqui um foco de possível instabilidade social, que ameaçava tornar-se numa bomba relógio.

Por outro lado, os seus planos expansionistas e de afirmação da Alemanha, como uma potência europeia e mundial, levavam a que necessitasse de um fluxo crescente de fundos para o seu exército. Neste ponto, por vezes esbarrava com oposição, no Reichstag, nomeadamente por parte do Partido Liberal.

Foi assim que criando sistemas iniciais de segurança social, como por exemplo a reforma aos 65 anos de idade, conseguiu atrair o apoio de grande parte do proletariado.

Conseguiu, ainda, aumentar a cobrança de impostos, sob o pretexto de financiar a providência estatal, mas que foram parcialmente desviados para alimentar a máquina militar alemã, evitando a constante supervisão do parlamento sobre estes gastos.

10 Medidas de Austeridade em Espanha

Depois das medidas anunciadas pela Grécia, agora é a vez da Espanha.

Portugal será o próximo, mas apesar de até agora não se falar de medidas tão drásticas, na comunicação social, o mais próvavel é que venham a ser adoptadas medidas semelhantes.

"As medidas hoje anunciadas por José Luis Rodríguez Zapatero, numa intervenção no Congresso de Deputados, são as seguintes:
- Redução de salários dos funcionários públicos, em média, 5 por cento em 2010, congelando-as em 2011. A redução será proporcional às receitas.
- Redução de 15% no salário dos membros do Governo.
- Suspensão em 2011 da revalorização das pensões, excluindo as mínimas.
- Eliminação de regime transitório para a reforma parcial em vigor desde 2007.
- Eliminação do cheque-bebé de 2.500 euros a partir de janeiro de 2011.
- Adaptação do número de unidades das embalagens de medicamentos para as ajustar à duração padrão dos tratamentos. Unidoses poderão ser dispensadas mediante fracionamento das embalagens.
- Ajuda ao desenvolvimento (externa) cairá 600 milhões de euros em 2010 e 2011.
- Redução de 6.045 milhões de euros até 2011 no investimento público estatal.
- Previsão de poupança adicional de 1.200 milhões de euros por parte das Comunidades Autónomas e Autarquias.
- Pedidos para subsídio de Dependência serão decididos em seis meses e a retroatividade será eliminada."

Fundo de Emergência


Hoje, os mercados estão a registar fortes ganhos com o anúncio do fundo de emergência que vai "providenciar" 600 biliões de Euros à Comissão Europeia para emprestar a países que esta considere estarem a ser injustamente "atacados" pelos especuladores. Desses 600 biliões, 60 vêm de empréstimos de países europeus, 440 de empréstimos que a Comissão vai contrair no mercado, com a garantia de pagamento de países europeus, e 100 do FMI.

Aparentemente, isto parece uma boa solução para o problema, e os mercados parecem estar de acordo, no entanto, a realidade pode ser um pouco diferente, principalmente tendo em conta os incentivos de longo prazo que são criados.

Primeiro, não acredito que a Comissão seja boa avaliadora de quem são os países "injustiçados" pelo mercado. A Grécia, enganou esta mesma Comissão durante vários anos. Na prática, acho que até a Grécia vai beneficiar.

Segundo, isto vai criar dívida europeia, pela primeira vez, algo que a esquerda já pretendia há muito tempo. A partir daqui, ninguém sabe que monstro estamos a criar...

Terceiro, os países que se portaram bem vão pagar indirectamente pelo esbanjamento dos outros.

Quarto, os países esbanjadores não vão pagar pelos seus erros, na totalidade. Este fundo pode baixar juros de países em dificuldade, mas isso só os levará a manter as politicas que os puseram em maus lençóis.

Quinto, cria-se um problema de risco moral. Para quem, por ventura, ache que isto não é um problema, basta lembrar das garantias implícitas dadas pelo governo americano à Fanny Mae e Fredie Mac, que apenas esconderam a bolha do imobiliário americano e permitiram que esta se tornasse maior, até que um dia rebentou.

No curto prazo, este fundo de emergência provavelmente vai acalmar os mercados, mas cuidado com o longo prazo...

Políticos vs Realidade



Hoje, no Financial Times, vem uma declaração de Angela Merkel, comparando a situação que se vive nos mercados financeiros, em resultado da crise da dívida de vários países europeus, com uma "batalha entre os políticos e o mercado".

Eu chamo-lhe antes uma batalha entre os políticos e a realidade, e no final já sabemos bem quem sairá vencedor (pista: pode demorar, mas a realidade acaba por vir ao de cima).

Isto não quer dizer que os políticos venham a pagar pela sua derrota. Normalmente, eles tendem a passar os custos das suas acções para o resto da população.

Os políticos europeus, têm de reconhecer que andaram a distribuir demasiado dinheiro, habituando mal grandes fatias da população. Isso, juntamente com a queda das receitas fiscais provocada pela recessão, e o aumento dos gastos, fruto de políticas keynesianas na tentativa de sair da mesma recessão, levou a um forte endividamento.

Agora, há uma única saída para evitar a falência, que é cortar nos gastos (encarar a realidade) e deixar de culpar a "conspiração dos especuladores" (viver no mundo da fantasia).

Dívida na Europa




Retirado daqui.

Contra o Imposto Sobre Mais Valias em Bolsa

Tal como em Portugal, também na América, o governo quer mexer nas regras com que taxa as mais valias bolsistas.

No video, ficam 6 razões pelas quais não deveria haver qualquer imposto sobre ganhos em bolsa:


Peter Schiff : The Debt is growing faster than the Economy

Peter Schiff : The Debt is growing faster than the Economy