O Mercado Livre contra o Racismo

Uma das criticas ao mercado livre, é que promove o racismo, segundo os críticos, porque os empresários, cegos pelos seus preconceitos, vão simplesmente recusar empregar trabalhadores de outras etnias (ou só os vão contractar por salários mais baixos ou para funções menos prestigiantes). Por isso defendem que o estado deve intervir directamente na economia, para não permitir esta abominação.

Num ponto concordo, o racismo é abominável e deve ser combatido.

No entanto, o que a realidade demonstra é que o mercado livre desincentiva naturalmente práticas racistas.

Um dos exemplos disso mesmo ocorreu quando os piratas dos Séculos XVI - XIX dominavam os mares. Obviamente que estes criminosos não se subjugavam a nenhuma lei nacional, nem eram pessoas particularmente iluminadas por um espirito humanista, bem pelo contrário, mas curiosamente o tratamento dado aos marinheiros de cor era muito melhor do que na marinha mercante. Em muitos casos, tinham os mesmos direitos que os piratas europeus, chegando a ocupar lugares de destaque (um dos principais adjuntos de Barba Negra era de origem africana), pelo que não é de estranhar que a percentagem de tripulantes de cor fosse maior nos navios piratas do que na marinha "legítima". Sobre isto fala Peter Leeson em "The Invisible Hook", paper e livro.

A razão pela qual isto sucedia, com os piratas, é porque cada navio precisava de contar com os melhores piratas que conseguisse, independentemente da cor da pele. Assim como as empresas precisam de ter os trabalhadores mais produtivos, não importando a sua proveniencia.

"But the fact that pirates probably shared the same racist beliefs as their legitimate contemporaries does not mean pirates always behaved as prejudicially as their legitimate contemporaries did. Becker discusses why prejudiced employers, for instance, will often not discriminate against minority workers despite their prejudice. The reason for such disparity is that indulging one’s racism can be very expensive. If two workers of different races are equally productive, but one charges less for his services, a profitmotivated employer will make his hiring decision as if he were not prejudiced even if he is. To indulge his prejudice the employer would incur a significant cost and in doing so jeopardize his ability to compete with employers who are not similarly prejudiced. Thus recognition of racist thinking does not ipso facto imply that the racist will discriminate."

Noutro exemplo, um grande clube de futebol dificilmente teria sucesso se recusasse contratar jogadores negros.

O vencedor do prémio Nobel, Gary Becker, referenciado acima, foi o primeiro economista a defender este ponto. Essa tese pode ser encontrada no livro "The Economics of Discrimination".

Walter Block fala sobre o tema aqui.

Sindicatos e a Função Pública


O governo vai voltar a sentar-se com os sindicatos da função pública para debaterem os aumentos de 2010.

Para além de todas as regalias que já têm como adquiridas, que incluem uma quase impossibilidade de serem despedidos, ainda é suposto receberem aumentos todos os anos, acima da inflação (é isto que os sindicatos pedem todos anos). Porque razão é que a função pública há-de ter aumentos reais todos os anos?

Mais, será que todos os funcionários merecem receber um aumento por igual? Não haverá uns que merecem mais do que outros e alguns que até mereciam uma redução do salário (algo que não pode ser feito porque é ilegal)? Por aqui se vê que os sindicatos não defendem os pobres nem os trabalhadores explorados, mas apenas defendem os interesses de grupos que já são largamente beneficiados.

A verdade é que não há forma directa de saber se o trabalho de cada funcionário público, ou cada departamento, ou cada programa público, é produtivo ou não. No sector privado, as empresas medem se estão a produzir ou a destruir riqueza pelos lucros, ou prejuízos, e com base nisso sabem como devem conduzir a sua política salarial.

No sector estatal, isto não acontece por várias razões, entre as quais:

(1) muitas vezes os preços utilizados são puramente arbitrários porque não advêm de nenhum encontro entre a oferta e a procura, foram simplesmente postos numa tabela por um burocrata ou político. Qualquer cálculo de resultados financeiros de uma actividade, com base nestes preços, não tem qualquer significado.

(2) Mesmo que um programa (departamento, etc.) não faça sentido economicamente, continua em funcionamento (muitas vezes isto é assumido, justificando-se a sua existência com outros objectivos).

(3) Frequentemente os programas (departamentos, etc.) que funcionam pior, recebem mais fundos, supostamente para começarem a funcionar bem. O que acontece é que se recompensa os maus em detrimento dos bons, e se aumenta largamente a despesa (no sector privado acontece exactamente o contrário).

Portanto de um lado das negociações temos o governo, que não tem bases para saber qual deve ser a política salarial para com os funcionários públicos, e do outro os sindicatos que alegadamente representam centenas de milhares de trabalhadores, que sabem perfeitamente o que querem (aumentos e quanto maiores, melhor) e que se não o conseguirem podem promover muita contestação (vão negociar já com uma greve marcada para dia 4 de Março).

A decisão para o governo é se deve bater o pé às pretensões dos sindicatos, mesmo sem ter bases sólidas para o fazer, correndo o risco de ver a sua popularidade cair a pique, porque os funcionários públicos e suas famílias são uma grande parte do eleitorado, e por causa da contestação que possa surgir, ou ceder às pretensões dos sindicatos, e apenas ter de aumentar os impostos (agora ou no futuro) em um bocadinho para todos os contribuintes.

Este ano, com a crise das finanças publicas, o governo não tem mesmo alternativa senão recusar aumentos, mas num ano "normal", para os sindicatos, isto é como roubar doces a crianças...

Deathbed of Keynesian Economics Will Be in U.K.

Mesmo seguindo à letra as politicas económicas de Keynes, a economia do Reino Unido continua letárgico e sem dar sinais de uma verdadeira retoma, que alternativas existem quando se segue a receita à letra e mesmo assim não há sinais de esperança. Um Estado mais interveniente é difícil, só ressuscitando Karl Marx. Ainda hoje a libra caiu novamente relativa às restantes moedas principais depois dos comentários pouco optimistas do Vice Governador Charles Bean.

Recomendo a leitura do artigo de Matt Lynn (Bloomberg) : Deathbed of Keynesian Economics Will Be in U.K.

Portugal não está melhor que a Grécia

Hoje saiu no jornal Público o seguinte artigo : Três quartos das escolas secundárias vão sair do património do Estado .

Salientam-se os seguintes parágrafos :

Empresa pública será proprietária de inúmeros terrenos que poderão ser alienados de forma mais fácil a partir do momento em que saírem do património do Estado.

A Parque Escolar foi criada por um decreto-lei de 2007 para levar por diante este programa de obras, justificado com a necessidade de adaptar as instalações escolares ao uso das novas tecnologias e às novas normas de climatização e ruído. Tem "autonomia administrativa, financeira e patrimonial".

Com um investimento que poderá chegar aos 3,5 mil milhões de euros... este programa é financiado por verbas do Orçamento do Estado, por fundos comunitários e por empréstimos que podem ser contraídos pela Parque Escolar. Neste recurso ao mercado de capitais, o património da empresa pode ser utilizado como aval. A empresa já contratualizou um empréstimo de 300 milhões de euros, a que prevê acrescentar, a curto prazo, outros dois num montante de 850 milhões.

Teoricamente, a transferência de propriedade do Estado para as empresas públicas terá essencialmente como objectivo o de aliviar o Orçamento do Estado - poupa-se nas dotações de capital e no dispêndio futuro com os imóveis, que passará a correr por conta da empresa e não do OE. Mas, pelo menos até 2011, a remuneração das despesas de manutenção dos imóveis será efectuada através das verbas transferidas para esta empresa.

Ou seja, o Estado cria uma empresa pública e passa para lá o património Escolar. Este por sua vez quer fazer obras que não consegue sustentar só com as ajudas da UE e Orçamento de Estado, então pega nos activos (i.e. terrenos) e utiliza-os como colateral para endividamento na Banca. Dado que a EP não têm receitas, excepto se alienar património que seria contraditório à missiva de melhorar a educação em Portugal, a única receita é receber mais fundos por parte do Estado para o pagamento de juros, neste caso a sua respectiva do Orçamento de Estado para o Ministério da Educação.

Coloca-se a seguinte questão : Se entendermos que a existência de deficit orçamental sucede quando o Estado tem mais despesas do que receitas. Dado que a EP Parque Escolar não tem receitas e só pode pagar juros recebendo reforços do Estado. À excepção de rótulos e linguistíca contablística (e política), porque não se considera os 1250 milhões de euros de dívida contraída pela Parque Escolar como parte do deficit do OE2010?

Temos ainda a agravante que a dívida da Parque Escolar é contraída à Banca nacional, negociada pelos gestores dessa empresa pública. Mesmo não colocando em questão a idoneidade e competência desses gestores, é um facto que o custo de endividamento irá superar largamente os custos de endividamento do país (actualmente a dívida externa remunera obrigações a 10 anos com 4.8%).

Ou seja, seria muito mais barato financiar os projectos de renovação escolar recorrendo ao aumento do deficit, mas que obviamente não o fazemos por questões politicas e isso seria assumir que gastamos acima das nossas potencialidades (e do que a UE recomenda) e obrigaria a assumir todos os passivos de projectos semelhantes o que faria disparar o deficit. No entanto esta estratégia pode ter outra eventual consequência. Enquanto que com a dívida externa Portugal eventualmente poderá fazer um "default", limpar as suas contas e reorganizar a sua vida e seguir em frente; opção essa que cada vez é mais considerada como sendo a mais viável para o caso da Grécia. No caso do Parque Escolar, caso estes falhassem os pagamentos da sua dívida, tudo indicia que o colateral dado (i.e. terrenos escolares) passariam a propriedade dos Bancos. Esperando que o caminho do "default" ainda vai longe, até lá ainda veremos os terrenos escolares serem vendidos a privados e o Estado passa a pagar aluguer para lá permanecer, um "modelo de negócio" já implementado com os Estabelecimentos Prisionais.


O Embuste da Golden Share

Nem sempre concordo com as opiniões de Francisco Sarsfield Cabral, que é um keynesiano, mas neste caso, do seu artigo de opinião "O Embuste das Golden Share", no Página 1 de 18 de Fevereiro, acho que acertou em cheio:

"O Estado português tem acções com direitos especiais (“golden shares”) em várias grandes empresas, como a Galp e a Portugal Telecom. A “golden share” permite ao poder político ter um apreciável poder na empresa sem possuir nela o capital que seria exigido a um accionista normal. A Comissão Europeia está contra a “golden share”, que considera violar a sã concorrência e representar uma intromissão inaceitável do Estado nos negócios. Por isso a Comissão já colocou o Estado português em tribunal.

Para manter a “golden share” o nosso Governo alega a protecção do interesse nacional em sectores estratégicos. Mas o que se viu nas últimas semanas sobre a “golden share” do Estado na PT mostra que esta serve sobretudo para outros fins.

Desde logo, para nomear como administradores gente do partido ou afecta ao Governo, independentemente do respectivo currículo. Depois, para usar ou tentar usar esses administradores em esquemas pouco ortodoxos, como o condicionamento de alguma comunicação social. Seria, por isso, saudável acabar de vez com o embuste da “golden share”."

Previsões Keynesianas vs Realidade

Thomas Woods fala sobre as previsões keynesianas para a economia americana, ao longo das últimas décadas, comparando-as com o que se passou na realidade. Quem diria que os "especialistas", munidos dos seus modelos matemáticos, falham tanto?

Gostava de ver algo do género aplicado a Portugal...

O final do Quantitative Easing

Os governos, em 2009 inventaram o Quantitative Easing, que iria permitir estabilizar os mercados. Como os políticos e outros do mesmo género pensam que conseguem controlar tudo, mas não controlam nada, pensaram que iriam conseguir estabilizar os mercados, colocando dinheiro indiscriminadamente no mercado e especialmente em activos tóxicos. Como se pode ver no gráfico, essa medida teve 2 consequências.

Uma delas foi endividar os países para efectuar este QE, o outro foi de manter os preços artificialmente estáveis e claro está, quando tiraram a mãozinha debaixo os preços ajustam bruscamente e nesta altura estão a acrescentar um problema que é terem países à beira do default, com os mesmos problemas de 2009.

Mais uma ideia brilhante de uns idiotas sentados num gabinete a imaginarem o que fazer para "controlarem" o mercado. Mas o mercado é maior que eles como se está a provar. O que me assusta é que ainda não desistiram de pensar em medidas para controlar o mercado e quanto mais pensam mais sarilhos irão provocar. God help us.


Lembram-se do Tratado de Lisboa? Políticos assinaram a sua sentença de irrelevância e perda de sobrania

Federal Government 101 : O tal Tratado de Lisboa, que não precisava de ser referendado, descobre-se agora para que serve, há uma alinea que pode ditar o fim da soberania fiscal da Grécia:

The council of EU finance ministers said Athens must comply with austerity demands by March 16 or lose control over its own tax and spend policies altogether. It if fails to do so, the EU will itself impose cuts under the draconian Article 126.9 of the Lisbon Treaty in what would amount to economic suzerainty.

The European Union has shown its righteous wrath by stripping Greece of its vote at a crucial meeting next month, the worst humiliation ever suffered by an EU member state

Legacy of Debt - Investments: Where is the Money in 2010 – What are the Risks?

No fórum acerca de mercados financeiros Russia 2010 Forum. Marc Faber apresenta um painel de Gestor de hedge funds e coloca a questão "Se tivessem 100M$usd para investir, onde o colocariam durante este ano de 2010?"

O consenso é que as economias desenvolvidas estão sobre-endividadas e embora haja bastante atracção pelo risco enquanto senhores como Bernanke e Larry Summers estiverem ao volante, a longo prazo (talvez não tão curto como isso como se vê pelo caso da Grécia/UE) o cenário será inevitavelmente bastante diferente. Outra visão partilhada é que Equity Markets estejam sobre-valorizados em 2010, Bancos ocidentais são outro alvo de Short.

Algumas das ideias mencionadas :
- Segurar cash até 2010H2 e aí caso a retoma seja sólida investir em emergentes;
- (1.5 units) Short SPX vs (1 unit) Long Gold;
- Enquanto houver Quantitative Easing nos EUA, UK, Japão (e risco de bailout na Zona Euro) - Apostar na inflação (e quem sabe hiper-inflação). Short USD e GBP vs Long Commodities;
- Short SPX, Short US Banks;
- Long Dividend Futures on Large Caps. Devido ao processo de desalavancagem e eventualmente baixo Capex, há uma grande probabilidade aumento de dividendos.

    Speakers
  • Nassim Taleb
    Distinguished Professor, New York University Polytechnic Institute
  • Marc Faber
    Editor and Publisher of "The Gloom, Boom & Doom Report"
  • Michael Gomez
    Executive Vice President and Co-head of Emerging Markets, PIMCO Europe
  • Hugh Hendry
    CIO and Founding Partner, Eclectica Asset Management
  • Ashot Khachaturyants
    CEO, Sberbank Capital
  • David North
    Director, Head of Asset Allocation, Legal & General Investment Management
  • Michael Power
    CIO, Investec Asset Management

Dívida - Circulo vicioso

uando muito se fala no problema da Grécia, e muito pouco nas causas que levaram a essa dívida, temos novamente este problema a tentar ser varrido para debaixo do tapete. Os dirigentes a tentar camuflar os seus erros, típicos da classe política que só existe para servir os lobbies instituidos e dar a ilusão de escolha, evitam a resolução deste problema da dívida soberana, que foi denunciado por este e outros blogs há vários meses / anos atrás, mas claro ignorado porque dava jeito.

O problema da Grécia é um problema menor, já que comparado com outros países é algo insignificante no impacto do GDP europeu (representa 3%), só que como a banca está envolvida então os aflitos e um dos lobbies mais fortes faz barulho para os mesmos (contribuintes) paguem a factura da sua loucura e da ganância dos bónus bilionários. O real problema está em países como UK (falido), USA (falido), Espanha (falida), Itália (falida), etc, etc...

Espero que não se deixem enganar pelos dirigentes quando vierem cobrar mais impostos a bem do sonho europeu, já que todos nós iremos ser obrigados a pagar as dívidas de um sistema económico à beira do colapso, financiado a bem da classe instituída. O problema não pode ser resolvido pela mesma classe que o provocou. Está na altura de irem embora e deixarem o mercado ajustar por si próprio.

Quando vemos o Constâncio, que no seu mandato deixou 2 bancos falirem graças a crimes cometidos, e outro como o BCP onde a gestão veio-se a descobrir era também ela fraudulenta, ir para vice-presidente do BCE está tudo dito. Os cargos políticos, neste sistema político não são atribuidos por mérito, mas sim pelas amizades, compadrios e favores que se fazem. Eu espero que cada vez mais pessoas abram os olhos, e impeçam esta palhaçada que é o nosso sistema dito capitalista continue (vivemos num sistema onde a oligarquia impera). Haja coragem para mandar o estado dar uma volta, reconhecer que quanto maior o estado maior a vigarice, desperdício e impostos e deixemos que o mercado se ajusta livremente. Ficam 3 gráficos, o da dívida de alguns países, para se enquadrarem com os vencimentos deste ano (esquema ponzi prestes a rebentar), o dos USA que neste momento é dos países com um sistema totalmente falhado e prestes a implodir e o gráfico mostra porque e por fim um chart para se verificar em que ponto os países mais evoluidos da Europa se encontram, relativamente a dívida criada. Por alguma razão estes países acham a dívida um disparate e por acaso são dos mais avançados a vários níveis da europa e do mundo.

Só rezo para quando isto der o estoiro, a populaça não queira mais Estado e reconheça de uma vez por todas que É ESSE O PROBLEMA... exemplos não faltam. Quanto mais à esquerda é o país, MAIS MISERÁVEL ELE É... Por alguma razão é e exemplos não faltam.


































Cortinas de fumo e bolhas económicas vindas da China


Mish Shedlock é entrevistado por Max Keiser acerca da economia Chinesa estar numa bolha.




Outro artigo descreve as dinastias políticas compõem o comité de planeamento central chinês: Children of the Revolution.

Para quem pensa que a Grécia tem uma solução fácil...

Recomendo a leitura do report da Danske Research "Research Euroland : Debt on a dangerous path" para se ter uma ideia da tamanho do problema e como ele está a crescer de forma exponencial. O problema actual da Grécia é um problema inevitável praticamente para todas as economias da UE a não ser que comecem o enfrentar já. Esse "enfrentar" passa inevitável por cortes na despesa, começando com várias politicas sociais que embora bastante populistas são de eficácia dúbia para além de totalmente insustentáveis.

Temos assistido a várias noticias acerca de sucessivas reuniões em Bruxelas acerca de encontrar uma solução para o problema grego. Mesmo assim ficámos com a sensação que "a montanha pariu um rato", neste momento parece que a hipótese de ter a UE a ajudar em forma monetária (i.e. "bailout") será um último reduto para além que garantidamente iria impor um conjunto de regras de fazer corar qualquer governo neo-liberal. O que seria um sério contraste para um país que tem beneficiado de políticas sociais e "direitos adquiridos" em linha como : reforma aos 60 anos, 1 em cada 3 trabalhadores gregos é funcionário do Estado ou empresa pública.

A Alemanha dita as regras do jogo no que toca como e quando ajudar a Grécia. Talvez um factor que ajude ao cenário de "bailout" é o facto dos bancos alemães acumularem uma exposição relevante nesse mercado. Por outro lado muitas vozes na sociedade alemã (para além da oposição política e pessoas influentes no tema) manifestam-se contra a ideia de prestar qualquer ajuda económica à conta do contribuinte. Efectivamente para muitos já basta que os anos de superavit na economia alemã tenham sido anulados com os sucessivos orçamentos bilionários de ajuda para a UE.

Não é fácil prever o "outcome" dado que a decisão tem uma grande dose de "política" envolvida e daí tudo é possível. A decisão técnica aponta para um cenário de "não ajuda", obrigando a Grécia a ser responsável pelas as suas decisões do passado e fazer entender à sua população que viveu e ainda vive acima das suas posses. Há um novo paradigma económico a se desenvolver durante esta recessão e havendo retoma mundial é o consenso que a nível europeu será bastante anémica podendo inclusive existir um aumento das taxas de juro por parte do ECB o que seria desastroso para países já sobre-endividados. A política económica keynesiana de investimento público com ainda mais endividamento está provado não ser a alternativa, especialmente quando temos em conta que é o mesmo governo (de ideologia socialista de planeamento central) que iria escolher onde distribuir esse mesmo investimento público, uma formula fracassada vezes sem conta. Tempos de grande austeridade avizinham-se.

Update : Um report da JPMorgan acerca do estado de saúde do endividamento público da Zona-Euro, da sua moeda e possiveis saídas da crise actual, infelizmente nem todas como um saldo positivo: The Sick Men of Europe - The challenges of a monetary union in the middle age .

Grécia e Portugal

No vídeo abaixo, Peter Schiff explica porque a Grécia deve resolver os seus próprios problemas, sem nenhum bail out de outros países, e como isso pode afectar o comportamento futuro de outros membros da UE, como Portugal, e dos credores.

Palhaçada Socrática


Toda esta palhaçada, envolvendo as escutas e a tentativa do governo em controlar a comunicação social (esses chatos...), não passa de algo inevitável de acontecer quando o estado tem um peso tão grande na economia.

Isto era algo que ia acontecer, mais tarde ou mais cedo, era só esperar por um governo composto, e liderado, por pessoas sem escrupulos. Por acaso, não ter escrupulos é um dos requisitos essenciais para se conseguir ser lider de um grande partido, pelo que tudo isto era mesmo completamente inevitável, era somente uma questão de tempo.

Mas, infelizmente, serão muito poucos os que vão relacionar este caso com a forte presença do estado na economia. Depois disto, mesmo que o governo seja responsabilizado, todo este sistema não mudará, assim como os incentivos a que um caso deste genero se repita.


O Misterioso Presidente da Reserva Federal


No seguimento da recondução de Ben Bernanke, como presidente da Reserva Federal, e até da sua escolha como homem do ano 2009, fica aqui o link para um artigo de Murray Rothbard, escrito no principio dos anos 90, acerca de Alan Greenspan, o então presidente do FED.

Há coisas que não mudam...

Portugal dos Privados vs Portugal Estatista



Hoje recebi este artigo por mail:


"EU CONHEÇO UM PAÍS...
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar"

Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.

Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.

Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.

Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde querir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.

Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistemabiométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.

Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.

Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.

Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.

Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas eanimais e envia os resultados para os toda a EU.

Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.

Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.

Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.

Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.

Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.

Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhore vinhos espanhóis.

Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.

Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pelo Mundo.

O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive...PORTUGAL

Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas porportugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos etrabalhadores portugueses.Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS,BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems,WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial,Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft,Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, PortoBay e BES Turismo.

Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecidosucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano,Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou emPortugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo quesão vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo ) .

É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação, e gravíssimos problemas no ambiente e na saúde... do que se atrasou em relação à média UE...etc.Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso.

É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso."

Curioso que quase todos os casos de sucesso descritos têm pouca ou nenhuma mão do estado, e aí conseguimos estar entre os melhores do mundo, no entanto, nos sectores que estão largamente nas mãos públicas, nomeadamente educação e saúde, estamos na cauda da Europa. Será coincidência????

O país que está mal também pode acompanhar o progresso, tem é de ser privatizado!

Obrigado governantes por tudo...



Como este blog tem falado, desde a sua criação, os governos estão a levar-nos à desgraça económica. Se por um lado temos os privados a construir capital, a tentar constituir poupança, desenvolver projectos e ideias, temos do outro os políticos e governantes que combatem os privados com mais impostos, regulações e obrigações. Se antes tinhamos um saldo positivo da parte dos privados que compensava a porcaria feita pelos políticos, agora a situação não se passa assim, pois como a nossa economia é baseada em um esquema Ponzi, suportada pelos privados, quando os privados ficam sobrecarregados pelos encargos e os gastos do governo aumentam de forma exponencial o esquema PONZI REBENTA.

E meus caros REBENTOU ou estará prestes a...

Vou colocar aqui uma frase, escrita e dita há algumas décadas, mas que se verifica na perfeição. Reflictam sobre a frase, estudem e não se deixem enganar pelos políticos sff.

‘There is no means of avoiding the final collapse of a boom brought about by credit expansion. The alternative is only whether the crisis should come sooner as a result of a voluntary abandonment of further credit expansion, or later as a final and total catastrophe of the currency system involved.’ – Ludwig von Mises

Re: Como o salário mínimo está a destruir a economia portuguesa

Primeiro que tudo quero agradecer o comentário do Sier. Na minha opinião, colocas a questão de um ângulo errado. Claro que sobreviver com 500 euros por mês é um drama real para muita gente, mas a questão do salário mínimo não é essa. O salário mínimo não é uma fasquia que eleva os salários de toda a gente, se assim fosse eu próprio seria a favor que este aumentasse, e até acharia que 500 euros é pouco. No entanto, o salário mínimo é simplesmente uma lei que torna ilegal pagar salários abaixo de determinado valor.

Os trabalhadores com uma produtividade que apenas justifique um salário abaixo do salário mínimo, são devotados ao desemprego por lei e isto é que pode criar discriminações inaceitáveis. Com o salário mínimo, esses trabalhadores recebem zero, porque estão desempregados. Sem esta lei, receberiam algo, caso estivessem voluntariamente a trabalhar.

Eu também sou a favor que o salário mais baixo pago na economia fosse muito mais alto, mas defendo-o da única forma que não atira os mais fracos para as margens da sociedade, que é deixando o mercado funcionar livremente. No longo prazo, o sistema capitalista cria condições para os salários mais baixos subirem, à medida que a produtividade também aumenta.

Portanto, quando dizes “a riqueza bem redistribuida gera satisfação nas populações e é multiplicador de rendimentos”, neste assunto não faz muito sentido, porque os empresários não são obrigados a empregar ninguém. Para além disso, se queres dizer que o estado deve assumir um papel de redistribuição da riqueza, não concordo com a frase e acho que a história demonstra precisamente o contrário (ver Desigualdade Entre Ricos e Pobres).