As mesmas tretas de sempre - BASTA

Vou aqui falar, resumidamente de 2 questões. A questão que a comunicação social aplaudiu do GDP americano e do Obama vir dizer, que salvou 1 milhão de empregos.

Pessoalmente, estou um bocado farto das mesmas mentiras dos políticos. A linguagem é a mesma, quer seja em Portugal, USA ou na China. Sempre a mesma lengalenga, de que salvaram isto e aquilo, que a economia está a recuperar da crise, crise essa provocada por outros, nunca pelos mesmos. Isto é tudo bullShit... Major league bullshit.

Já é tempo, das pessoas, aplicarem um pouco do seu tempo, a estudarem o assunto, mais que disponível, em vários sites de internet. Só não o fazem porque não querem. Este é um assunto sério, com implicações no presente e futuro dos vossos filhos e netos. Se, para escolherem uma televisão, perdem dias a pesquisar na net, porque é que, para um assunto tão sério, como o económico, não perdem também dias? Porque é que acreditam no que vêm no telejornal por parte dos políticos e jornalistas (eu não me lembro da última vez que vi um telejornal... haa já sei, foi nas férias e quando ouvi o primeiro-ministro dizer que tinhamos saído da crise, porque o nosso PIB foi positivo, além de me matar a rir, lembrei-me porque é que deixei de ver a parte económica nos telejornais).

Esta semana falou-se do GDP americano, que subiu 3.5% (uau... esqueceram-se de dizer que primeiro é uma estimativa e depois também se esqueceram de dizer, quais as rúbricas que subiram e cairam), e que a economia iria recuperar. Volto a repetir, chega de dizerem mentiras e enganarem as pessoas. Não vai haver recuperação económica nenhuma enquanto os políticos ditarem as leis e não o mercado livre. Os políticos provocaram a especulação imobiliária das casas, sustentaram toda a economia nesse pressuposto, pararam de produzir, e claro, que uma economia baseada no esquema da pirâmide, ao rebentar trás as suas consequências... agora querem resolver a situação com mais dívida e créditos mal parados, que provocaram a situação alarmante de há uns meses. Ou seja, querem curar um drogado, dando-lhe mais drogas e drogas mais pesadas. Só na cabeça dos políticos. O problema é que isto é feito, à custa, do sector privado e aumento de impostos. Caso o mercado fosse livre, nunca se passaria uma coisa destas, já que o mercado ajustasse á oferta e procura e não há os booms and busts de uma economia tipicamente comandada por governos e políticos.

Há um artigo interessante acerca do GDP dos USA aqui que aconselho a leitura. Coloco ainda um vídeo do Peter Schiff acerca do mesmo assunto.



O outro assunto, é o emprego criado pelos políticos. Nunca os políticos hão-de criar empregos sem destruir outros tantos. A economia tem recursos escassos, não são recursos imilitados, e ao direccionarem recursos para um dado local, perde-se do outro. Simples, mas os políticos não o entendem. Apenas estão virados para o populismo barato, não lhes sai do bolso se correr mal e é sempre fácil culpar os inimigo invisível (crise ou especuladores).

Obama veio dizer, todo contente, que criou ou ajudou a salvar 1 milhão de empregos. Isto é BS da grande. O que ele fez, e por isso está tudo indignado e on fire nos USA foi dar $ triliões aos bancos, com o objectivo, segundo ele, de os bancos emprestarem às pessoas. Mas claro está, o que é que foi feito na realidade? Os bancos pegaram no dinheiro e voltaram ao seu tema preferido, especulação nos mercados financeiros, inflaccionando todos os preços (porque é que acham que o preço do combustível está como está?). Isto permitiu-lhes ganhar muito dinheiro com esta manipulação e especulação nos mercados, com dinheiro grátis que o governo lhes deu dos contribuintes, e andam a pagar-se a si próprios biliões de dólares de prémio. Só a Goldman Sachs (braço armado do governo americano) vai pagar mais de 500 mil dólares a cada funcionário em média. Que bonito...

O governo americano, ao endividar-se em mais alguns TRILIÕES de dólares, irá ter de aumentar os impostos, sobrecarregando quem? Não... não são os bancos quer receberam dinheiro gratuito, são as pequenas e médias empresas, a classe média... que irá ver agravado, em muito, o seu nível de vida.

Além de muitas outras coisas, que poderia falar aqui, vou focar apenas que o facto, das empresas falidas, estarem a ser salvas pelo governo, é um desastre... e porque? Porque aquelas produtivas, as que gerem bem os recursos, agora têm acesso ao crédito ou reduzido ou nulo, porque os bancos preferem emprestar às empresas falidas que têm garantidas do governo. Assim, como 2+2=4, as empresas produtivas ficam também em dificuldades, despedindo trabalhadores, que não iriam ser despedido se não fosse a intervenção do governo, nem podendo desta forma, ficar com as partes boas, e trabalhadores, das empresas falidas. Ou seja, estragam-se assim 2 famílias... depois claro, vão criar o emprego no sector público... sector que além de ter já pessoas a mais, deverão concerteza estar mal distribuídas.

Chega disto, chega dos políticos que pensam que isto é como jogar ao monopólio. Abram os olhos para o que realmente pode mudar a situação, que é um mercado livre, haver mais liberdade individual e colectiva para os particulares, poderem prosperar e conduzir os seus negócios. Chega de dar $ aos políticos, para o gastarem em lobbies e nas suas estratégias completamente absurdas.

Fica um texto óptimo acerca da questão do emprego que o Obama diz que criou e um vídeo também super interessante. Apliquem um pouco do vosso tempo a ler e ver o que coloquei aqui. Bom fim-de-semana, e a melhoria de vida está nas vossas mãos, não na dos políticos.



Diziam que sem plano de estímulos, o desemprego seria de 9%... Uns triliões depois, está praticamente 10% (o oficial). Ou seja, ao ser transferido capital de um sector para o outro, o desemprego gerado em sectores produtivos, superou em muito o criado em outros sectores, normalmente públicos.





Soluções


Ontem tomou posse o governo, e nos discursos do presidente e do primeiro-ministro ficaram bem explícitos 2 rumos muito diferentes que Portugal pode seguir. Link aqui.

O primeiro, defendido pelo primeiro-ministro, podia chamar-se o caminho progressista, segundo o qual os problemas do país só podem ser resolvidos com uma forte intervenção por parte do estado, não só através de investimento directo, mas também direccionando o sector privado, dando incentivos fiscais e subsídios para determinados sectores, como, por exemplo, o das energias renováveis.

O segundo, com o aval do presidente, é o caminho da sobriedade, em que a solução passa por reduzir o forte endividamento externo do país. Indirectamente, isto requer que o governo mantenha contas públicas equilibradas e que o crescimento do peso do estado na economia seja travado, numa primeira fase, e que seja diminuído, posteriormente.

O primeiro caminho é, sem dúvida, mais apelativo. Mais sexy, se quiserem. É um caminho mais descansado, os governantes pensam numa grande estratégia nacional e aplicam-na. Nós apenas temos de seguir as indicações vindas de cima.

O segundo caminho, mais sombrio, à primeira vista parece pouco prometedor. Sem uma mão do estado, será que os privados podem ter a força de imprimir um rumo ao país?

No entanto, o caminho sexy tem muitos espinhos escondidos. O investimento estatal vai ter de ser financiado de alguma forma, o que trocando por miúdos quer dizer aumento dos impostos, só fica por saber se vamos pagar mais cedo ou mais tarde.

A verdade é que também não precisamos de alguém que nos indique um caminho. Muito menos um político, que nunca teve experiência empresarial. Quando o estado não intervém, os empresários apenas reagem aos incentivos vindos do mercado. No curto prazo, caso o preço de determinado bem suba, os lucros das empresas sobem, levando a aumentos de produção e ao aparecimento de novas empresas. No longo prazo, os empresários tentam antecipar as tendências futuras do mercado.

Umas vezes, os empresários acertam, e têm lucros, outras falham, e têm prejuízos, mas são sempre eles que sofrem as consequências das suas decisões, conferindo um forte incentivo para que acertem. Com os políticos ocorre o contrário, porque muitas vezes quando são conhecidas as consequências das suas decisões já eles estão a gozar a sua (pouco) merecida reforma.

Por exemplo, até ao final dos anos 70, a Inglaterra era praticamente um estado socialista, com controlo público de grandes empresas em sectores considerados fundamentais. O estado tinha todos os meios para estabelecer o rumo do país, no entanto, a Inglaterra era conhecida como o estado anémico da Europa devido à sua estagnação económica. Quando Margaret Tatcher chegou ao poder, implementou uma mudança radical na política, reduzindo o peso do estado e privatizando muitas empresas, e deixando mais espaço para os privados. O resultado foi que, nos 30 anos seguintes, a Inglaterra foi uma das economias mais dinâmicas da OCDE. . Ou seja, elevado peso do estado = estagnação; menor peso do estado = crescimento dinâmico.

Portugal tem de escolher entre dois caminhos: ou (1) mais impostos, cada vez maior peso do estado na economia e maior endividamento, que foi o que nos colocou na estagnação dos últimos 10 anos, ou (2) mudar de rumo, diminuir a intervenção estatal, deixar mais espaço para as empresas responderem às necessidades dos consumidores e seguir o rumo da única forma sustentável de subir o nível de vida dos portugueses.

Desigualdade Entre Ricos e Pobres


Recentemente, esta notícia foi divulgada nos meios de comunicação portugueses.


Como é que isto é possível, depois de décadas de políticas sociais com o objectivo de combate às desigualdades sociais?

Eu vou dizer uma coisa que pode escandalizar os leitores mais sensíveis, daí este artigo ter bolinha vermelha. A partir daqui, não me responsabilizo pelas consequências que a minha declaração pode provocar...

Aqui vai: cobrar impostos aos ricos e dar aos pobres pode aumentar as desigualdades, no longo prazo! (Espero que os mais corajosos ainda estejam de boa saúde.)

Quando é atribuído um subsídio a algo, seja para o que for, essa coisa tende a aumentar. Com a pobreza é igual. Quando se dá um subsídio aos pobres, dá-se um forte incentivo a que essas pessoas se mantenham pobres, para continuarem a beneficiar do subsídio. Mesmo que as intenções destes subsídios sejam as melhores, estes são os incentivos que são criados.

Para financiar os subsídios, os políticos defendem que se devem cobrar impostos aos ricos, o que pode não ser uma ideia tão boa como parece.

Primeiro que tudo, esta é a faixa da população a quem é mais difícil cobrar impostos. Estes conseguem pagar a especialistas, para encontrarem formas legais de pagarem menos, e em último caso podem mudar a residência fiscal.

Em segundo lugar, se vamos taxar mais as pessoas que criam mais riqueza na economia, vamos ficar todos mais pobres, porque retiramos incentivo aos melhores empresários de investirem e criarem mais postos de trabalho. Se os postos de trabalho não são criados, provavelmente quem é mais afectado por isso são as camadas mais baixas da estrutura social, onde o desemprego é maior. (nota 1: aqui não estou a falar de fortuna conseguida de forma ilegal, porque isso é um caso para a policia e tribunais, que não deve ser resolvido através da política fiscal)

Em terceiro lugar, como não se consegue cobrar impostos suficientes aos ricos, estes acabam por recair sobre a classe média. Isto é um ataque directo à classe média, que tem como consequência criar ainda mais desigualdades. Caso o leitor português, se sinta particularmente afectado por este ponto, não é pura coincidência.

Já experimentamos o caminho dos políticos, nas últimas décadas, e o resultado é o que se vê. Que tal tentar algo diferente?

(nota 2: não acredito que a igualdade seja algo a ser perseguido, acho muito mais importante melhorar o nível de vida da faixa mais desfavorecida da sociedade, e aí nenhum sistema consegue bater o capitalismo, mas isto fica para outro post)


Em defesa da globalização - Mercado livre

Um vídeo de 5 minutos, onde fica bem retratado o porquê da necessidade, de existir, um cada vez maior, mercado livre.

Tom Palmer é Vice-Presidente de Programas Internacionais do Cato Institute e Diretor do Centro de Promoção dos Direitos Humanos

Palmer diz que aqueles que defendem um mundo mais próspero devem combater os obstáculos que impedem a livre circulação de bens através das fronteiras.




Link directo: http://www.ordemlivre.org/node/271

Um americano em fúria

O fim-de-semana, sendo mais de relax, deixo um vídeo de um americano, revoltado já há vários meses, com as políticas que o seu governo está a tomar. Como sabem, os americanos são a favor da liberdade, que lhes está a tentar ser tirada, por um governo cada mais de esquerda, nacionalizando o que quer (com o famoso argumento do emprego, argumento este já desmistificado em alguns artigos deste blog), ajudando as empresas cujos lobbies fazem pressão, deixando as outras, constituidas pela classe média ir ao buraco.

Tenho acompanhado este americano no youtube já há vários meses, tem inúmeros vídeos, que talvez vá colocando aqui. Mas coloco este, que já tem algum tempo, mas que sintetiza bem o sentimento americano, que tenho acompanhado em vários blogs, pelas políticas que são praticadas por lá. Talvez por isso, a taxa de aprovação de Obama, seja mais baixa que a do Bush, durante o mesmo tempo de mandato. É que por lá, os americanos entendem que, os privados é que têm de ter um peso maior que o estado. Caso contrário, o Estado entra em bancarrota, que é o que infelizmente, está a acontecer em Portugal, apesar de alguns organismos, tentarem atirar areia para os olhos, com os número do PIB, o que não nos dizem, é que vão alterando, magicamente, a maneira de o calcular...

Fica o vídeo. Um bom fim-de-semana.



Assim não vale?

Por vezes ouvimos, na rua e nos meios de comunicação, que devíamos restringir as importações vindas da China.

As justificações são muitas: fazem concorrência desleal porque os trabalhadores chineses são explorados, ao receberem salários miseráveis e com poucas condições de trabalho, não têm segurança social, não têm de cumprir as regras ambientais dos países europeus...

Perante isto, os defensores desta linha de raciocínio, argumentam que o resultado final será que os trabalhadores europeus terão de aceitar trabalhar perante uma igual exploração, também com salários baixíssimos e sem quaisquer condições de trabalho, se quiserem ser competitivos, ou então que o desemprego aumentará para níveis astronómicos.

Para evitar estas consequências desastrosas, dizem eles, só há uma solução: criar barreiras às importações chinesas!

Esta argumentação tem tantas falácias, que nem sei por onde começar.

Primeiro que tudo, o comércio com o exterior também cria empregos europeus, logo para começar no sector dos transportes. Depois, parte das importações podem ser de componentes usados por empresas, promovendo a produção dessas empresas, para além de aumentar a eficiência e a riqueza criada pela economia europeia. Para além disso, a produtividade é incrementada, uma vez que se aprofunda o processo da divisão internacional do trabalho.

Esta lógica também falha porque se assume que há um número fixo de empregos disponíveis, numa economia, neste caso na europeia. Isto não é verdade, enquanto houver necessidades humanas por satisfazer também haverá procura por quem possa tratar delas. Por isso, se importamos certo bem da China, mais barato, os europeus podem desviar recursos para satisfazer outras necessidades dos seus consumidores. Com comércio livre, se por exemplo importamos plásticos chineses, os consumidores europeus têm acesso aos plásticos, mais os produtos que passaram a ser produzidos pelos recursos que antes eram usados para produzir plásticos similares, na Europa. Sem comércio livre, ficamos apenas com os plásticos europeus.

Depois, quando se restringe o comércio livre, os pobres são os primeiros a ser afectados, porque deixam de poder comprar produtos que antes eram baratos.

Este tipo de medidas, criaria desemprego na China e, certamente, ressentimento contra o Ocidente. Para alguns europeus manterem os seus privilégios artificialmente, inverteríamos o processo de globalização, que nas últimas décadas tirou centenas de milhões de seres humanos da pobreza.

Quanto ao argumento da poluição, este parece-me ser o mais forte. Mas será que é suficiente para impedirmos as importações chinesas de entrarem? Não me parece, apesar de esta ser uma questão muito importante. A Europa, cumpre regras ambientais mais apertadas, em parte, devido às leis que foram criadas, mas também à consciencia ambiental que foi desenvolvida ao longo de décadas, pelos europeus. A China está agora a desenvolver-se, e por isso, infelizmente, essa ainda não é uma preocupação muito relevante para a maioria da população (para além de que estamos a falar de uma ditadura, onde as vozes discordantes são muitas vezes silenciadas). No entanto, não duvido que essa consciência venha a ser desenvolvida aos poucos, e à medida que as necessidades mais básicas da população forem sendo satisfeitas. Aí nós podemos ajudar, através da nossa maior experiência nesta área.

Olhando para o passado, vamos chegar facilmente à conclusão que, abrindo as fronteiras, os europeus não terão de passar a trabalhar pelos menos salários, nem nas mesmas condições dos seus parceiros chineses. A razão pela qual temos salários mais altos é porque temos uma maior produtividade, resultado de termos mais capital na nossa economia. Para além disso, quando a produtividade aumenta, as pessoas também começam a precisar de trabalhar menos. Hong Kong, que faz parte da China há mais de 10 anos, começou por se especializar nos têxteis e na produção de aparelhos simples, no inicio da sua industrialização, no entanto, nas últimas décadas com a concorrência de alguns países asiáticos, estes sectores praticamente desapareceram da sua economia, sem que isso tenha resultado em desemprego, simplesmente houve uma alteração na aplicação dos recursos e Hong Kong continuou a enriquecer. Ou seja, este argumento apenas revela ignorância económica.
A conclusão só pode ser uma, deixemos que os seres humanos, quer sejam europeus ou de outra proveniência qualquer, prosperem através do mercado livre, que é a única forma de o conseguir sustentadamente e sem empobrecer artificialmente os outros.
Fica ainda aqui o link para um post do André sobre o proteccionismo.

Decadência do Dólar



No seguimento dos vários posts, que podem ser encontrados neste blog, a falar na decadência dos Dólar, aqui fica mais um link para uma noticia que surgiu, nas últimas semanas.


Vários países exportadores de petróleo do Médio Oriente, têm reunido com outros países, como a Rússia, China, Japão, França, Índia e Brasil, no sentido de elaborar um plano para deixar de cotar o petróleo em Dólares Americanos e passar a cotá-lo num cabaz de várias moedas, entre as quais o Euro, o Yen Japonês, o Yuan Chinês, uma moeda unificada dos países do Golfo Pérsico (que está a planeada) e até o ouro. Esta mudança, aconteceria nos próximos 9 anos.


É mais um sinal demonstrando que, aqueles que mais dependem do Dólar para a sua prosperidade, têm cada vez mais dúvidas quanto à capacidade da moeda americana em manter o seu valor, no futuro. Estas dúvidas, claro que estão directamente ligadas à política monetária seguida pelo Fed, principalmente desde que começou a actual crise.


O Ouro aparecer no meio destas moedas, e até ser apontado por fontes chinesas como o meio de transição entre estes dois sistemas, não quer dizer que estes países queiram voltar a um padrão ouro. Acredito que terá muito que ver com os recentes recordes atingidos pelo preço deste metal precioso e também será uma forma de dar credibilidade ao sistema, mas que não deverá ter um peso relevante no sistema final.


Quanto ao sistema que alegadamente está em cima da mesa, não acho que um cabaz de moedas tão diferentes possa funcionar, na prática. Não me parece que estes diversos países, com interesses tão diversos, onde em muitos deles a política monetária não é independente dos interesses dos políticos, consiga manter um preço coerente para o petróleo, ao longo do tempo. Também não me parece que nenhum desses países consiga, eficazmente, obrigar os restantes a seguir políticas monetárias independentes dos interesses políticos.


Na minha opinião, o único sistema possível de ser concretizado, caso o Dólar seja substituído, é adoptar uma única moeda que consiga manter o seu valor ao longo do tempo e que tenha credibilidade junto da generalidade dos agentes do mercado. Assim sendo, o Euro seria um dos principais candidatos.

A queda das verdinhas...


Não, hoje não vou falar do Sporting... nem vou falar de nenhum partido ecologista...
O tema hoje é a queda do dólar, das célebres notas verdinhas...
Com efeito saiu hoje a lume uma noticia na qual o peso do dólar americano enquanto reserva dos diversos bancos centrais caiu de 63% em 1999 para 37% na actualidade.
E isto é bom ou mau? Tal como o Marco tinha apontado num artigo mais antigo, parece o "Grande Império" estás prestes a colapsar e este é mais um indicador que traduz a falta de confiança na economia americana. Mas na realidade, vistas as coisas de outra forma, a taxa de câmbio não passa de um mecanismo regulador da economia, de mais uma variável de "fecho" das "equações" que "regem" o modelo macroeconómico.
Afinal a taxa de câmbio nada mais é do que simplesmente o preço relativo de uma moeda face a outra moeda.
Não se consegue à primeira vista apurar (excepto talvez alguns jornalistas verdadeiramente iluminados devido às suas mentes extraordinárias) se uma depreciação do dólar face às restantes divisas é bom ou mau para a economia americana. É verdade que por um lado as importações ficam mais caras e isso reflectir-se-á nos preços dos produtos importados ou que incorporam matérias-primas importadas. Mas por outro lado, as exportações americanas ficam mais competitivas. Eu por exemplo agora tendo a recorrer mais à amazon americana do que à amazon inglesa.
Sendo certo que quando o mercado julgar que o preço da moeda americana está muito baixo, então os investidores irão adquirir moeda americana e o processo de queda do dólar terminará...a menos que os rumores que se têm ouvido ultimamente de criação de uma moeda única mundial se venham a confirmar...mas isso será tema de um outro post.
Sendo que a economia americana vive muito do seu mercado interno, é provável que o efeito na economia americana como um todo não seja muito significativo.
De todas as formas esta notícia fez-me lembrar uma questão que uma vez um colega meu da faculdade colocou e que muitas vezes gera confusão.
A questão que ele colocou foi a seguinte: se não era estranho a libra cipriota (actualmente 1 Euro = 0,585 Libras Cipriotas) ser uma das moedas mais fortes do mundo. Ora isto é um dos erros mais comuns que pode haver. Não é pelo facto de uma moeda valer mais do que o Euro, que torna essa mesma moeda mais forte.
O preço da moeda é apenas uma denominação... nada impediria que por exemplo o Banco Central Europeu decidisse substituir o Euro por uma nova moeda (com outro nome) e que valesse por exemplo 10 euros, tornando-a assim na moeda mais "forte" do mundo. Lembro-me inclusivamente que há pouco tempo a Roménia transformou os seus Leis (moeda romena) no Novo Lei, que vale precisamente 1000 Leis (antiga moeda).
E nem por isso a economia Romena está 1000 vezes mais produtiva, trata-se apenas de um "lifting". O comportamento ao longo do tempo dessa moeda face às outras divisas é que irá dizer se a moeda é forte ou não.
Um outro exemplo paradigmático é o do Iene...que sendo uma das moedas mais fortes da economia mundial, a taxa de câmbio actual é de 1 euro = 132,69 ienes.

Portanto e voltando ao tema inicial, da próxima vez em que pensarmos que o euro se depreciou face a qualquer outra moeda, devemos pensar que como tudo na vida, existem vantagens e desvantagens...

E já agora uma pequena curiosidade...o termo Dólar advém da antiga moeda da Eslovénia, o Tólar.

Divida pública vai explodir



Hoje, um antigo economista chefe do FMI disse o seguinte: " Dívida pública vai "explodir" e haverá "incumprimentos por parte de alguns países", depois do forte aumento da dívida pública a que se assistiu nos meses mais recentes, disse Kenneth Rogoff.

O Pedro, publicou um artigo há umas semanas, a falar desta situação da dívida.

Ora bem, esta é uma situação, provocada pelas políticas Keynesianas, onde os estados se apoiam na teoria económica que lhes dá mais jeito, e vamos lá gastar dinheiro... Onde? Logo se vê. É uma grande irresponsabilidade e poderá levar, a curto/médio prazo, a um caos mundial. Se o caro leitor, estiver com problemas financeiros, a solução será poupar... não será pedir ainda mais empréstimos, e gastar tudo em boletins de totoloto.

A recessão que estamos a viver, foi provocada, pelo dinheiro fácil que os governos, quase que obrigaram os bancos a fornecer. Nos USA por exemplo, o governo obrigou a que 52% de todos os empréstimos, fossem dados a pessoas, que não tinham meios de os pagar. Assim, o preço das casas, permaneceria alto e o boom económico permaneceria alto. Claro que, como este é um esquema, que é igual a um PONZI scheme, rebentou, como todas as bolhas rebentam. Alguns diziam o que iria acontecer (Peter Schiff, Ron Paul, Gerald Celent, etc, mas o governo fechou os olhos, os bancos centrais alimentaram a bolha).

Ao haver esta concessão de crédito barato, houve o aparecimento de empresas, que nunca teriam aparecido em primeiro lugar, se o crédito tivesse a circular, sem o governo metido ao barulho. Neste momento, o que a economia necessita, é de limpar os excessos. Só que o problema, é que o estado está a tentar que, as empresas que não devem continuar activas, devido à má gestão, o estejam, veja-se por exemplo, o caso do BPN e outros.

Como mostra a figura, os estados estão a tentar apagar o fogo da recessão, com o produto, que a incendiou... ou seja, mais dívida e mais créditos bancários desmedidos, sem suporte nenhum. Esta é uma situação muito preocupante, pois quem irá pagar, será o contribuinte. Como apenas há 3 maneiras do estado se financiar, (emissão de moeda, dívida e impostos), para pagar as dívidas avultadas, que estão a ser usadas para especulação nos mercados financeiros (novamente), terá de haver um aumento de impostos substancial para o pagamento dessas dívidas. Portanto, caro leitor, prepare-se... que os impostos irão aumentar, directos e indirectos e quem não tem culpa nenhuma, irá ver os seus créditos recusados. Para salvar empresas falidas, coloca-se na falência também, empresas boas, já que como diz o ditado, "pelo pecador, paga o justo".




Obama Prémio Nobel da Paz

Temos que reconhecer que, a nível das relações com o exterior, Obama foi muito positivo trazendo um discurso e uma atitude muito diferentes do seu antecessor.
Também prometeu retirar do Iraque, o que é um ponto a seu favor, embora esteja para ver se conseguirá cumprir os prazos estipulados para essa retirada.
Por outro lado, acho que um principio básico para atribuir o Prémio Nobel da Paz deveria ser o candidato não estar relacionado com nenhuma guerra. Neste ponto, Obama falha porque tem fomentado o agravamento do conflito no Afeganistão, inclusivamente aumentando o contingente do exercito americano.
Na minha opinião, tendo em conta o Afeganistão, há quem mereça mais...

(Actualizado em 10 de Outubro de 2009, acrescentando um vídeo do Senador Ron Paul, liberal, comentando esta situação):


A crise mundial de alimentos



Este é um tema delicado, e que portanto, vale a pena discutir. Com este pequeno vídeo, iremos desmistificar alguns pontos, para durante o aumento de preços dos alimentos, se culpe o verdadeiro culpado, os governos mundiais e não os "especuladores".

Há várias falácias relativamente a este assunto. Culpam-se os inimigos sem face (especuladores), e os governos sacodem a água do capote. Já é altura, das pessoas entenderem, que o culpado do aumento do preço dos alimentos, e bens gerais, é de vários governos mundiais, da história que nos contam, em que o aumento constante do preço dos bens é algo bom. Bom é, mas apenas para os governos, pois a inflação, é simplesmente, um imposto escondido, que beneficia o governo, e os que primeiro recebem a nova moeda.

Há vários factores que estão a influenciar directamente, o preço dos bens alimentares, nos mercados, atingindo-nos directamente. Basta olhar, por exemplo, para o aumento brutal, do preço do pão...
De entre os factores, encontra-se por exemplo o subsídio que os países mais ricos dão aos agricultores, para destruirem colheitas inteiras, (qt à destruição de alimentos, temos a famosa politica agricola comum, onde são estabelecidos limites de produção, e quando esses limites são excedidos a produção pode ser destruida), de modo a provocar um aumento do preço do bem (medida esta tomada, durante a Grande Depressão nos USA, que levou milhares dos seus compatriotas a morrerem à fome). Um outro factor  importante, será a restrição de comércio entre países, o que irá prejudicar directamente, os países pobres, e a população pobre.

Já é tempo de se abrir os olhos e fazer pressão com os governos, para se terminar com estas mentiras, de se culparem os "especuladores", e se terminarem com os subsídios, que, ainda por cima, saiem do bolso dos contribuintes, para nos tornarem o preço dos bens mais caros... (estamos a pagar, para ficarmos com os preços mais caros, que bonito...). Abram as portas ao comércio livre, pois só desta forma, iremos dar oportunidade aos países mais pobres de se desenvolverem, e tornarmos os bens que consumimos diariamente, mais baratos.

Fica o vídeo que falei em cima, resumindo bem a situação.


Dinheiro

Aqui ficam 2 links sobre o tópico do dinheiro.

O primeiro , é para a excelente defesa do papel do dinheiro por Francisco d'Anconia, personagem de Atlas Shrugged, num excerto do best seller de Ayn Rand.

"Until and unless you discover that money is the root of all good, you ask for your own destruction. When money ceases to be the tool by which men deal with one another, then men become the tools of men. Blood, whips and guns--or dollars. Take your choice--there is no other--and your time is running out."


O segundo link, leva-nos para um excerto de Human Action: A Treatise on Economics, de Ludwig von Mises, em defesa do Padrão Ouro.


"The significance of the fact that the gold standard makes the increase in the supply of gold depend upon the profitability of producing gold is, of course, that it limits the government’s power to resort to inflation. The gold standard makes the determination of money’s purchasing power independent of the changing ambitions and doctrines of political parties and pressure groups. This is not a defect of the gold standard; it is its main excellence. Every method of manipulating purchasing power is by necessity arbitrary. All methods recommended for the discovery of an allegedly objective and "scientific" yardstick for monetary manipulation are based on the illusion that changes in purchasing power can be "measured." The gold standard removes the determination of cash-induced changes in purchasing power from the political arena. Its general acceptance requires the acknowledgment of the truth that one cannot make all people richer by printing money. The abhorrence of the gold standard is inspired by the superstition that omnipotent governments can create wealth out of little scraps of paper."

Governo pode fechar a TAP

Quando vi o título da notícia ainda pensei que estivessem finalmente a ganhar algum juízo (ou que tivessem visto o post do André), mas assim que abri o artigo apercebi-me que era pura ilusão.
Afinal, o plano que o governo estuda é apenas fechar a TAP para abrir uma empresa nova, ao lado. Ou seja, falharam na gestão de uma empresa de aviação mas por artes mágicas vão conseguir criar e gerir eficientemente uma nova empresa, que certamente herdará grande parte da estrutura (e dos problemas) da TAP.
As minhas sugestões são, (1) privatizem, se conseguirem, ou (2) fechem a empresa mas não abram outra ao lado.
Caso seguissem a minha primeira recomendação, podiam privatizar por partes, dado que o todo está falido, e de certeza que pelo menos as partes lucrativas terão interessados. Aliás, é reconhecido que partes da empresa são muito profissionais e têm pessoal de altíssima qualidade. Era uma estratégia de minimização das perdas, que permitia a sobrevivência das partes boas da empresa.
Caso não pretendam desmembrar a empresa, dado que pode ser difícil de explicar politicamente, o melhor é mesmo fechar a companhia, em vez de deixá-la continuar a consumir recursos da economia que poderiam ser melhor aplicados noutros sectores, ou por uma empresa mais eficiente (coisa que duvido muito que seja possível com uma nova empresa pública de aviação).
Acreditem que, mesmo sem uma empresa pública portuguesa, não iamos deixar de ter aviões nos nossos aeroportos.

A Revolução de Esquerda



Hoje ao desfolhar o jornal deparei-me com uma notícia que... traduz bem o espírito de esquerda, que está representado na figura acima. Ou seja, nenhuma liberdade e nivelar todos os cidadãos socialmente e economicamente ao mesmo nível, que será, tudo na pobreza.

Os bloquistas de esquerda e outros personagens do género, ainda me vão esclarecer uma dúvida... em que país, onde a ideologia deles está implantada, é que se vive bem, livremente e com riqueza? A resposta, será certamente, nenhum, já que a ideologia de esquerda, e quanto mais à esquerda pior, é nivelar todos os cidadãos ao mesmo nível. Daí o cartaz dizer, dos humildes, pelos humildes e para os humildes.
A questão é... querem viver assim? Pelos vistos 1 milhão de portugueses gostariam, dados os resultados das eleições.

Pegando na notícia que me leva a escrever aqui, vou transcrever algumas partes e fazer um breve comentário. "Quarenta e quatro médicos, vindos de Cuba, estão a exercer todas as semanas, 64 horas de trabalho no Centro de Saúde do Alentejo e Algarve, por apenas 300 euros mensais. São obrigado a tal, têm o controle da Embaixada e não podem ter folgas"; "Os médicos cubanos são obrigados a fazer as 64 horas sempre, enquanto nós podemos optar por fazer banco ou não"; "São as horas que faziam lá em Cuba, onde recebiam 500 euros. Agora recebem 300 apenas. Comem e calam-se" (tirado do jornal Metro, texto de Patrícia Tadeia).

Ora, exposto isto, faço a pergunta aos leitoras. Querem um regime igual a este Cubano, onde não há liberdade e constante oposição e intervenção do governo e estado nas nossas vidas? Será que um controle total do estado trás riqueza individual? Penso eu que não, e o que foi transcrito em cima, é apenas uma pequena amostra da realidade. Talvez por isso, tantos Cubanos arrisquem a vida, a fazer a travessia de barco, em busca de uma vida melhor.

Se a revolução de esquerda é tão boa... porque é que alguns arriscam a vida para sair dela? Fica a questão.