Carta Aberta a Sean Penn, de Maria Conchita Alonso


A Ex-Miss Venezuela Conchita Alonso escreveu esta carta aberta a Sean Penn, no seguimento de declarações deste em apoio a Hugo Chavez e ao seu regime.

Destaco as seguintes frases:

"Do you know that the weekend of March 13th there were 67 counted homicides only in Caracas? Furthermore, in the first 50 days of this year, there have been 140 express kidnappings for fast money (a 50% increase in 2009 versus previous years). After 11 years of the Chavez government, more than 16,000 people has been murdered by armed gangs and we’re not even at war like in the Middle East."

"Corruption has increased 68% and inflation 31% in 2009."

"Then WHY do you support a government with over $100 million in oil revenue that has 71% poverty?"

"Did you know solely the government controls 92% of media communications?"

"Then WHY do you applaud the efforts of a government that has notoriously increased poverty (65% to 71%), produced scarcity of staple products and created an energy and water shortage crisis never seen in Venezuela? Not to mention the numbers of children begging in the streets."

PS: Comparemos este registo da evolução da pobreza com o de um país que nas últimas décadas seguiu políticas de liberalização da economia, e que não recebeu centenas de milhões de dólares em vendas de petróleo: El Salvador.

"El Salvador is a lower middle income country with a distinguished record of first generation structural reforms (trade liberalization, re-privatization of the financial sector and other state enterprises, comprehensive tax reform and improvements in the competitiveness environment for private investment).
Coming out of a costly decade-long civil war in the 1980s, its strong record of economic reforms since the early 1990s has resulted in major benefits in terms of improved social conditions, diversification of its export sector, and access to international financial markets at investment grade levels."

"Poverty levels declined significantly between 1991 and 2002 (close to 27 percentage points), extreme poverty was halved in the same period, and impressive progress was also made in social areas—including basic education enrollment, infant and maternal mortality, access to reproductive health services and access to safe water. However, progress in the fight against poverty slowed after 2002—mostly due to the coffee crisis, the 2001 earthquakes, and the slowdowns in the global and domestic economies. "

Energias Verdes



O nosso "querido" governo anunciou recentemente um avultado investimento público, também conhecido como torrar dinheiro dos contribuintes (31 mil milhões de euros!!! Ao longo de 10 anos dá por ano 3,1 mil milhões de euros!!! Não admira que a Fitch nos tenha baixado o rating!!!), em eficiência energética e em energias renováveis.

Como é habito, anunciam que esta medida vai criar milhares de postos de trabalho. 120 mil, dizem eles, muito contentes. Mas, quando eu recorro à matemática da primeira classe, descubro que isso dá um investimento de quase 260 mil euros para criar 1 posto de trabalho.

Meus senhores do governo, eu garanto que se baixarem os impostos em 31 mil milhões de euros (em vez de avançarem com esta "estratégia energética"), nos próximos 10 anos, vão permitir a criação de muito mais do que 120 mil postos de trabalho. Mais, ao contrário desses 120 mil empregos que vão criar artificialmente, estes, muitos mais que 120 mil, seriam empregos realmente geradores de riqueza para o país.

Baixando os impostos, uma parte desse dinheiro seria aplicado na eficiência energética, porque reduzir os custos é uma grande preocupação das empresas. A não ser que, para o governo, "eficiência" tenha outro significado.

PS: nem vamos entrar pelo facto que, se eles têm um plano para gastar 100, vão acabar por gastar pelo menos 200. E se com isso esperam "criar" 10 empregos, se realmente "criarem" 5, já é muito bom.

PS 2: link para o cartoon.

Reforma do Sistema de Saúde Americano

Com esta medida os EUA caminham mais no sentido do estatismo, ainda por cima numa das áreas mais sensíveis da sociedade.

Quando o estado aumenta o seu poder sobre os cuidados de saúde é impossível que o custo social venha a cair e a qualidade venha a melhorar, porque são criados incentivos que promovem o desperdício e nivelam o serviço por baixo, como em todos os casos em que o socialismo é aplicado.

Apesar de ser mais livre que o sistema socialista europeu, o sistema de saúde americano está longe de ser um mercado livre, como os nossos meios de comunicação muitas vezes o caracterizam. A verdade é que muitos dos seus problemas são causados precisamente por causa da intervenção do governo, que impõe fortes regulações, que têm como resultado aumentar largamente os custos do serviço, levando à exclusão de milhões de americanos pobres de qualquer tipo relevante de cuidado de saúde.

No entanto, os políticos socialistas, tal como Obama, quando estão perante problemas no mercado, que por acaso foram criados pela intervenção do estado, pretendem resolvê-los com mais intervenção do estado. Isto faz tanto sentido como querer curar um toxicodependente com sucessivas doses de cocaína.

Como sempre, ainda tentam atirar mais areia para os olhos das pessoas, defendendo que vão gastar mais mas o défice ainda vai diminuir porque vão cobrar mais impostos aos ricos. Olhando para a nossa experiência do passado de todos os planos públicos, em todos os países do mundo, sabemos perfeitamente que os custos serão muito maiores do que o planeado e isso de cobrar mais aos ricos é pura ilusão.

Para finalizar deixo algumas questões: em todos os países desenvolvidos, os sectores da saúde e financeiro são dos mais regulados pelos estados, no entanto, são os que maiores distorções de mercado apresentam e maiores problemas criam, será coincidência? Será que curamos essas distorções com mais regulações ou com mais liberdade individual? Noutros sectores da economia em que os estados intervêm pouco, os preços tendem a baixar e a qualidade a aumentar, que tal tentar isto na saúde?
Artigos interessantes: link 1, link 2.

Ron Paul vs Bernanke

Excelente!


Uma Experiência Socialista ...


Hoje recebi a seguinte história por mail:

"Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma turma inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo. '

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experiência socialista nesta turma. Ao invés de dinheiro, usaremos as suas notas nas provas."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B".
Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".

Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela foi baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", disse ele, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar a alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a. "

Adrian Rogers, 1931 "

Economia Portuguesa Caiu 0.2% em Q4

Lá vem esta chata da realidade interferir com o mundo cor de rosa do nosso primeiro ministro...

É preocupante, como alguns economistas do artigo referiram, que o investimento tenha caído, porque o investimento privado é que pode por-nos no caminho de uma recuperação sólida, com uma aplicação eficiente dos recursos. Mas com taxas de juros baixos (que desincentivam a poupança), crowding out por parte do estado (que continua a se endividar à grande, deixando pouco crédito disponível), para além de todos os impostos, regras e licenças que as empresas têm de possuir para constituir, manter e ampliar a sua actividade, era difícil ter outro resultado.

"All that good government can do to improve the material well-being of the masses is to establish and to preserve an institutional setting in which there are no obstacles to the progressive accumulation of new capital and its utilization for the improvement of technical methods of production." Planning for Freedom - Ludwig von Mises

Espanha Interdita Facebook a Menores de 14 Anos

Apesar de comparada com outras restrições à liberdade impostas pelos governos, esta não parecer muito importante, quando se chega a este nível de pormenor, apenas se demonstra até que ponto os estados querem controlar as nossas vidas e tratar-nos como crianças.

A questão importante não é se os menores de 14 anos devem ou não poder utilizar o facebook, aí cada um pode ter as suas opiniões, mas se será legítimo os estados substituírem-se aos pais e legislarem sobre estas questões.

Eu sou totalmente a favor de impor restrições à utilização da internet pela parte de crianças e adolescentes, mas essas regras devem ser ditadas e controladas pelos pais. A educação dada às crianças deve ser da total responsabilidade dos pais, e não de alguns legisladores “iluminados”.

Infelizmente, de certeza, que os governos “progressistas” da Europa, incluindo o nosso, vão seguir esta moda.

“And now that the legislators and do-gooders have so futilely inflicted so many systems upon society, may they finally end where they should have begun: May they reject all systems, and try liberty; for liberty is an acknowledgment of faith in God and His works.” – Frédéric Bastiat

House Slaves, if you're lucky

Para quem acha que são os Hedge Funds que estão a manipular o Euro

‘Selling Us Short: The Limits of Markets (and Governments)’, with Joe Stiglitz and Jim Chanos

Recomendo ouvir a conversa entre o nobel Joe Stiglitz e o hedgefund manager Jim Chanos :


The conversation explored the end of so-called free market fundamentalism - the failings of the ideology, the system it propagated, and those who promoted it. Stiglitz and Chanos considered the economic principles that should underpin the organization of markets and society and examined interests and paradigms that constrain bold action.

Everything's Amazing & Nobody's Happy

Vídeo do cómico Louis C.K. ironiza com o facto de tomarmos como garantidas, mesmo como um direito natural, todas as regalias trazidas pelo capitalismo.