Libia

Até há poucos meses atrás, os países que hoje deitam bombas sobre a Líbia, acolhiam o ditador coronel Kadafi como um amigo, inclusivamente perdoando atentados terroristas.

Com a revolta no Egipto, começaram os conflitos na Líbia. Aí, anunciaram que apenas queriam uma zona de exclusão aérea, para impedir que os aviões de Kadafi bombardeassem a população civil.

Quando o Conselho de Segurança da ONU, aprovou a zona de exclusão aérea, aproveitaram a resolução para bombardear alvos militares (e não só).

Agora, que os bombardeamentos não estão a deter as forças leais a Kadafi, já falam em armar as forças da oposição e lançar operações de serviços secretos, sob o pretexto absolutamente ridículo de "proteger os civis". Nos anos 80, armaram os guerrilheiros afegãos contra a invasão soviética, para mais tarde estes formarem os Talibãs e a Al Qaeda.

Quando armar a oposição falhar, vão começar a falar em colocar capacetes azuis no terreno.

No dia em que os capacetes azuis forem atacados, avançam com mais uma ocupação de um país árabe, para "manter a paz".

Espero que me engane...

A verdade das Energias Renovaveis

Neste link, podemos ver os resultados do apoio estatal às energias renováveis, em Espanha. Em Portugal, apesar de haver algumas diferenças no programa de incentivos, também houve uma aposta estatal neste tipo de energias, que provavelmente também deu resultados muito negativos (entre outros, temos visto as nossas facturas de electricidade aumentarem).

Ainda no caso espanhol, esta politica é um falhanço total: o preço da electricidade subiu, destruiu mais empregos do que aqueles que criou e vai necessitar de um esforço financeiro gigantesco para ser mantida.

Bem podiamos aprender com os erros dos outros...

PS: não sou contra as energias renováveis, apenas sou contra os subsídios. Se as energias renováveis forem mesmo uma boa ideia, e um bom negócio futuro, concerteza haverá um forte incentivo para investir nesta área, mesmo sem subsídios estatais. Há vários negócios, onde os investidores passam largos anos com prejuízos, até poderem ter um vislumbre dos lucros, como por exemplo na indústria farmaceutica, não sendo por isso que há falta de investimento.

Viva a Deflação!

As quedas de preço abruptas, no sector da informática, link1 e link2, devem estar a deixar os keynesianos muito preocupados. E, os bons economistas muito contentes!

A verdade é que, quando o mercado é deixado funcionar, com poucas interferências do estado (regulações, impostos, inflação, etc.), a tendência é para os preços cairem. No último quarto do sec. XIX, nos EUA, quando havia um padrão-ouro que era seguido seriamente e os tentaculos de Washington, sobre a economia americana, não tinham o poder de hoje em dia, houve deflação, porque o mercado livre levou a que os empresários concorressem entre si, criando incentivos fortes para a inovação, para uma queda dos custos de produção/preços e para um aumento significativo do nivel de vida das populações (atraíndo milhões de emigrantes vindos um pouco de todo o mundo).


Não houve nenhuma crise, pelo contrário, foi o periodo que serviu de base para os EUA se tornarem na maior potência económica mundial, poucas décadas mais tarde.

A revolta popular está aí - enough is enough

Temos observado surgir a revolta popular um pouco por todo o mundo, como tinhamos previsto desde o início de criação deste site, já que o resultado do sistema político e económico em vigor, leva à inevitabilidade da falência. 
Em Portugal temos, há pouco tempo, a manifestação apelidada de Geração à Rasca e este fim-de-semana em Londres houve uma brutal manifestação Anti-cuts march: Tens of thousands at London protest.
A revolta está aí, onde se ouve a palavra Basta ao poder instituído, o problema é que as alternativas que temos escutado não são as necessárias, já que vem aí mais do mesmo, ou seja, políticos no poder... mudam as pessoas, mas com o mesmo sistema instituído o resultado terá de ser igual. Mas este tema tem sido discutido recorrentemente nos inúmeros posts deste site.

Agora, além da revolta nas ruas, surgiu um movimento apelidado de Anonymous A99 que consiste num grupo anónimo de hackers de todo o mundo que têm apenas um objectivo, devolver a liberdade ao povo americanos e exigem a queda da Reserva Federal Americana (FED) que nada mais é que o comum banco central cujos donos são bancários diversos... que ditam o futuro de todos nós a manipular os vários mercados que interagem (vou fazer um post esta semana onde verificarão que a culpa dos preços dos alimentos estarem a ter estas subidas é de Ben Bernanke, Obama e FED...).

Esse grupo hacker veio fazer 2 comunicados, em vídeo, onde exige numa primeira fase a demissão de Bernanke e depois a extinção do FED e apela o povo americano para lutar com eles, e vão denunciar as fraudes massivas e roubo massivo que está a ser efectuado através dessa agência que pertence a alguns bancários. Este tipo de luta é objectiva e tem um alvo objectivo que ataca realmente um dos problemas dos dias de hoje, os bancos centrais que roubam de muitos para salvar os muito poucos que detém o poder no mundo.

Ficam os vídeos... de certeza que iremos ouvir falar deles no presente e futuro já que parecem estar a levar a sério as ameaças.

Vejam com atenção os vídeos.





Burocracia Desumana

Normalmente, a burocracia "apenas" causa ineficiencia económica, afectando o nível de vida da população, na generalidade, mas em especial aqueles com pouco poder de "influenciar" os burocratas.

No caso do Japão, tal como se pode ler aqui, a burocracia está a impedir que uma parte significativa da ajuda humanitária chegue às populações afectadas. É mais um exemplo, de quando a burocracia se torna verdadeiramente desumana!

Economistas ao Serviço do Estado

No dia em que ganhou as eleições da Ordem dos Economistas, o actual bastonário afirmou o seguinte: "A Ordem dos Economistas deve ser renovada e fortalecida, e devemos contribuir para a definição das políticas públicas e a política económica".

Esta declaração deixa transparecer a orientação keynesiana, segundo a qual, o papel dos economistas deve ser apenas o de assistir o estado na condução da economia. Nem se põem em causa se a intervenção do estado é boa ou má, ou se deve ser feita, é ponto assente que vai acontecer e o melhor que os economistas podem fazer é aconselhar "onde".

Na minha opinião, o papel dos economistas deve ser o de defender as ideias que, mais eficazmente, levam a um crescimento sustentado do nível de vida geral das populações, no longo prazo. Muitas vezes, a única coisa que o estado pode fazer, quando interfere naquele processo, é estragar!

Democracia Portuguesa 2011

Incrível como, em 1936, Albert Jay Nock conseguiu prever na perfeição o que seria a democracia portuguesa em 2011:

"As with the State, so with the political party. In the struggle to get control of the State's machinery, the most flagitious misdemeanors are divested of any moral character in the estimation of the public, on the ground that the party shares the moral exemptions accorded the State. Mendacity, duplicity, breach of trust, diversion of public money to party purposes are accepted as acts having no moral quality. Moreover, as with the party, so with the candidate. The general view of the State as an amoral entity inevitably and powerfully stimulates the ambition of the type of person who is best qualified, and also most eagerly disposed, to profit by it and presume upon it to the utmost. His party platform, his campaign promises, his pre-election agreements, his declarations of political principle, his expressions of deep solicitude, are accepted as a kind of ritual — really, as so many signboards reading, "Do not trust me," and their prompt repudiation, when it comes, is not reprehended on moral grounds.

Finally as with the State, the party, and the candidate, so also with the elected incumbent. His election qualifies him as a chartered libertine; his certificate of election is a letter of marque-and-reprisal, exempting him from all moral considerations in "assuring the position of the State" — that is, in assuring his own continuance and that of his party in control of the State's machinery. To promote this purpose he may do anything he likes without incurring any risk of collision with the public's moral sense; in certain circumstances, even, he may be assured of the most enthusiastic popular acclaim for acts which if committed in a private capacity would mark him forever as a knave and a dog. The only consideration he need take into account is "what the traffic will bear."

And here we come in sight of the question raised at the beginning of this paper. Whichever party wins, whichever candidate is elected, their measures will be taken, not for maintaining the liberties and security of the people, but for "assuring the position of the State" — that is to say, their own position — by every means consistent with what the traffic will bear; and the traffic will bear as much and no more from one party than from another, as much and no more from Mr. Roosevelt than from Mr. Landon, Mr. Thomas, Mr. Lemke, or Mr. Browder."

Já vimos que Sócrates encaixa perfeitamente na descrição acima feita, será que Passos Coelho (que aparentemente está perto de ser o próximo chefe de governo) conseguirá surpreender-nos pela positiva?

PS: artigo completo de Albert Jay Nock, aqui.

Mercado de Trabalho - Recuperação??

Na América, os dados oficiais têm vindo a mostrar uma queda da taxa de desemprego, o que foi considerado, pela generalidade dos comentadores económicos, como um sinal da recuperação económica.
No entanto, a realidade para lá dos números oficiais (já agora, alguém acredita nos valor oficiais para a inflação?????), mostra que esta descida se deve sobretudo a que muitos desempregados simplesmente deixaram de procurar trabalho, com uma redução na taxa de participação no mercado de trabalho, como se pode ver no gráfico, e por isso deixaram de contar para os valores oficiais.
Para além disso, muitos dos empregos que estão a ser criados são part times ou têm origem em sectores caracterizados por salários baixos.

Em Portugal, a taxa de desemprego também parece querer começar a descer, no entanto, o que se passa na América também se aplica, em grande medida, ao nosso caso, com muitos desempregados de longa duração a desistirem de procurar emprego, para além de que grande maioria dos empregos que são criados são apenas temporários ou pagam salários de abaixo dos 700 euros (que o diga a "geração à rasca").

Não me parece que seja uma grande recuperação!!

"Pirataria não é roubo"

Esta declaração, vem no sentido de uma discussão crescente, muito interessante, no meio dos defensores de uma sociedade mais livre, pondo em causa as leis de patentes e de propriedade intelectual.

O argumento teórico contra, que eu apresento de forma simplista, diz que apenas há justificação para direitos de propriedade privada sobre algo que é escasso. As palavras e as ideias não são escassas, dado que por uma pessoa ter uma determinada ideia isso não impede outra de ter a mesma ideia, enquanto que, por exemplo, se alguém for dono de uma determinada caneta, mais ninguém pode ser dono da mesma caneta. Para conhecerem melhor esta posição, visitem http://www.stephankinsella.com/ e http://freeculture.org/.


Os argumentos a favor já são bem conhecidos...