FMI: "Não há risco de nova contração da economia mundial" ???

Eu não sei se vai haver uma nova contração do PIB mundial ou não, nem quero fazer nenhum tipo de previsão, mas alguém (mesmo um director do FMI) dizer que não só não vai haver contração como nem há risco de isso vir a acontecer já me parece "esticar a corda".

Hoje, o bloco dos países ocidentais está envolto em elevado desemprego, com dívidas públicas e privadas exorbitantes, bancos centrais mantêm juros quase a zero (pode levar o PIB a crescer no curto prazo porque se formam bolhas, o que é negativo para o crescimento no longo prazo) e as intervenções estatais nas economias continuam a impedir que os recursos vão para os fins mais produtivos. Já para não falar nas recentes quedas acentuadas das bolsas, que parecem querer repetir as quebras de 2008.

Nos países emergentes, a China parece estar a adoptar uma politica monetária mais restritiva, o que pode levar ao rebentar da bolha do imobiliário chinês (o que levará a uma diminuição do PIB no curto prazo, mas se o mercado for deixado resolver o problema livremente até pode ser bom no longo prazo), e segundo alguns economistas outros países, como por exemplo o Brasil, podem estar também a desenvolver bolhas no imobiliário.

Perante isto, não sei como se pode dizer que não há risco de uma nova contracção mundial.

No vídeo abaixo, ficam as previsões de outro grande especialista:

Discurso de Soldado Americano que Esteve no Iraque

Segue abaixo discurso de um soldado que passou pelo Iraque.

Está muito bom na sua denuncia da ocupação e dos seus verdadeiros motivos. Lobbies poderosos manipulam os governos a iniciar e manter estas guerras, para manterem os seus negócios à custa da morte e do sofrimento.

Na parte final, não concordo com tudo.

Porque as SCUTs devem ser pagas


Esta trapalhada das SCUT é mais um exemplo do que acontece quando recursos escassos ficam sob controlo do estado, mesmo que indirectamente, através de parcerias publico-privadas.

Há várias questões que devem ser analisadas:

1) Na nossa sociedade, as estradas são públicas, mesmo que sejam administradas por uma empresa privada, e isso leva a que haja incentivos para os custos subirem, ao contrário do que ocorre quando o mercado é deixado funcionar livremente. Logo o custo social das portagens, e agora das SCUTs, é mais alto do que ocorreria caso as estradas fossem deixadas para empresas privadas (o preço pago pelos utilizadores pode ser mais baixo, mas tal ocorre porque os contribuintes pagam a factura). Para quem acha que isto de deixar as estradas para os privados é impraticável, têm de ler “The Privatization of Roads and Highways” de Walter Block (é um dos livros que aparece no lado direito do ecran).
2) Dado que as estradas são públicas e não se prevê que o estado vá abrir mão do monopólio, os custos de manutenção dessas vias devem ser passados para os utilizadores, sempre que possível. De um ponto de vista moral, só isto pode ser justo. Obrigar quem não passa nas SCUT a pagar (através de impostos), isso sim, é tremendamente injusto.
3) Um dos argumentos utilizados a favor das auto-estradas gratuitas, defende que estas dinamizam as economias locais. Isto é verdade, mas ocorre à custa de uma perda de eficiência da economia do país como um todo, dado que os recursos para manutenção da estrada são pagos pelos contribuintes em geral, ou seja, há um subsídio implícito do país como um todo, para uma região (e para certas actividades) em particular. Isto pode levar actividades que destroem riqueza, ainda assim, a serem levadas por diante, enquanto impede a expansão de outras geradoras de riqueza e, provavelmente, de mais emprego. Por exemplo, se a minha empresa de transportes apenas é rentável porque usufrui de uma auto-estrada paga com o dinheiro dos contribuintes, isso quer dizer que se eu tivesse de pagar todo o custo social da minha actividade a empresa teria de fechar, mas continua a laborar porque parte dos custos são pagos por actividades criadoras de riqueza (sob a forma de impostos sobre lucros de empresas, impostos sobre o rendimento, IVA, etc.), que assim são desincentivadas.
4) Quando os custos são pagos pelos utilizadores, mesmo no sector público, torna-se visível qual o verdadeiro custo e há mais pressão para que este baixe. Quando o custo fica escondido nas contas do estado, há incentivos para o descontrolo, e no final acabamos todos a pagar mais impostos sem saber porque, e sem ver benefícios equivalentes.
5) O governo pretende que as SCUT do norte do país sejam as primeiras a pagar. Isto é claramente injusto, uma vez que todas as SCUT devem ser pagas pelos seus utilizadores, sendo totalmente inaceitável que haja discriminações entre as várias regiões do país.

Atendendo a critérios de eficiência económica e de moralidade, não há justificação para manter as SCUT gratuitas. Sempre que possível, o utilizador deve ser quem suporta o custo de manutenção das estradas que utiliza.

Para Quando Estiverem Tristes...


Quando estiverem triste e precisarem de umas boas gargalhadas, dirijam-se à página da Agência de Notícias da Coreia do Norte, é mesmo de partir a rir.

Alguns exemplos:

"Researchers have developed a new material for removing exhaust fumes from automobiles so as to cut the greenhouse gas emissions and reduce air pollution 35-40 percent." - Só é pena que apenas 0,1% da população tenha carro.

"Expressing admiration at the reality of the DPRK where the leader and the people have formed a harmonious whole, they said that even the people of a small country can turn into dignified people when their leader is great." - Sem palavras...

"All the people are pushing ahead with the drive for a great surge to build an economic power and improve the standard of people's living in the spirit of single-minded unity, strong self-respect of the nation, self-reliance and fortitude and with warm love and devotion for the future. This is the true picture of Korean-style socialism, concludes the article." - É impressão minha ou o vosso regime já existe há 60 anos.

"Performers highly praised the immortal exploits of Kim Jong Il who makes ceaseless forced march for on-the-spot guidance for a thriving nation and the future, sparing nothing for the younger generation. They also gave impressive depiction of the schoolchildren happily growing up under the care of the mother party." - Assustador...

Depois disto, só posso deixar um bem-haja ao grande lider e agradecer-lhe por mais uns momentos bem passados.

PS: Não vi nada sobre os 7 golos de Portugal. Não percebo... Ao que parece, foi a primeira vez que um jogo de futebol do mundial foi transmitido em directo, na tv norte-coreana. Foi preciso azar na escolha...

PS 2: Infelizmente, estes momentos de humor apenas são possíveis pelo sofrimento de milhões de pessoas, que vivem sob aquele que é provavelmente o regime mais opressivo que existe hoje em dia.

Palestra de Jesus Huerta de Soto

Neste link, podemos assistir a uma palestra (em espanhol) do professor Jesus Huerta de Soto.

Apesar de demorar mais de 1 hora, é essencial para quem não acredita nas mentiras dos políticos, quer realmente perceber quais razões da crise actual e como podemos ultrapassá-la. Se todos tivéssemos um conhecimento básico de verdadeira teoria económica, seria mais difícil os políticos nos enganarem com as suas falácias, e certamente hoje não estaríamos no buraco em que nos encontramos.

O mito do salário mínimo

No seguimento do post anterior do Marco, e de modo a complementar a ideia de que o salário mínimo destrói uma economia abruptamente ou aos poucos, aumento o desemprego e respectivos custos e preços de uma sociedade, vou colocar 2 vídeos que explicam este tema. Um deles, do Peter Schiff fala da imposição que foi posta pelos americanos a um dos seus protectorados e a partir daí o desemprego subiu a pique, colocando a maior parte da população na miséria. Antes de dizerem o que os políticos querem que vocês digam em relação ao salário mínimo, vejam os vídeos e procurem informar-se. Vamos acabar com a palhaçada imposta pela classe política, palhaçada essa que coloca os preços dos bens e serviços só alcançáveis através do crédito e não apenas do nosso salário e trabalho, COMO DEVERIA SER.

Quero também dizer que hoje em dia a maior arma das pessoas é a internet. Felizmente ela existe e permite que as mentiras que os políticos contam sejam desmistificadas e as pessoas devidamente informadas. Passem entre vocês videos como os que estão abaixo e posts como deste site, para cada vez mais pessoas abram a mente para o que é de verdadeiro e não o que a cambada política vos quer fazer crer. Eu por mim digo BASTA, pois quero que eu e toda a gente viva melhor e para isso é preciso informar o maior número de pessoas, pois cada um de nós tem muita força se unidos.




Governo: O Culpado Pelo Desemprego


Recentemente soubemos que a taxa oficial de desemprego, em Portugal, está próxima dos 11% (a taxa real estará muito acima), que é o valor mais alto das últimas décadas. Esta situação tem um único culpado: o governo.

O governo lançou esta calamidade sobre os portugueses, mas a causa não é aquela que defendem os "especialistas", que aparecem nas TVs. A culpa não existe por termos pouco investimento público, ou por o governo não proteger mais os trabalhadores com legislação que torne ainda mais difícil os despedimentos, nem por falhar em elevar a procura interna ou por não conseguir aumentar as nossas exportações. A culpa do governo não advém de intervir pouco na economia, a razão é precisamente a oposta, é intervir de mais.

Eis algumas das medidas que o governo deve tomar para levar o desemprego para próximo de ZERO (sim, eu quero mesmo dizer ZERO): abolir o salário mínimo (que é uma das leis mais desumanas que existem), acabar com impostos sobre o trabalho (a Segurança Social e o IRS levam uma fatia enorme dos nossos rendimentos, desincentivando precisamente o trabalho), riscar toda a legislação laboral (os contratos realizados voluntariamente devem ser soberanos), acabar com o subsidio de desemprego (quem quiser pode fazer um seguro de desemprego privado, que certamente ficará mais barato do que aquilo hoje em dia temos com a Segurança Social), remover toda a burocracia que impede a formação de novas empresas e abolir as leis que protegem os sindicatos (não tenho nada contra associações de trabalhadores, quer lhe chamem sindicatos ou por outro nome, e até que tenham direito a fazer greve, apenas não concordo que sejam beneficiados pela lei, mantendo artificialmente trabalhadores pagos acima do valor de mercado em função, impedindo que outros possam sair do desemprego).

Este governo, está em funções desde 2005, por isso já teve mais do que tempo de implementar algumas destas medidas. Como não o fez, deve ser totalmente responsabilizado pelo nosso nível de desemprego que, infelizmente, não para de crescer.

Novo Governador do Banco de Portugal


No dia em que o novo governador do Banco de Portugal toma posse, e perante o apoio unanime das forças políticas, economistas e imprensa, aqui fica um link para um artigo de Murray Rothbard sobre a ascensão de Alan Greenspan ao cargo de presidente do Fed, em 1987.

Neste dia, também quero deixar aqui algumas interrogações: precisamos mesmo que o estado controle a emissão de moeda? É mesmo necessário haver um monopólio legal, quando noutras áreas a concorrência é pretendida? O sector bancário precisa mesmo de um mega regulador? Todo este poder nas mãos de um único orgão, não tem efeitos nefastos? Neste segundo link, encontram-se perguntas e respostas sobre uma alternativa de mercado ao sistema de bancos centrais.

Um Mau Exemplo - Argentina


Há um século atrás, na Europa e nos EUA, usava-se o termo "rico como um argentino" para designar um homem abonado pela fortuna (e não estavam a ser irónicos). Hoje parece estranho, mas, em 1914, a Argentina era o 2º país do mundo em termos de urbanização e, em 1929, só perdia para a Inglaterra em número de carros per capita.

O estado pouco interventivo, e a economia aberta ao comércio exterior permitiu que o país prosperasse até à Grande Depressão dos anos 30. A partir daí, os políticos encarregaram-se de estragar um dos países mais ricos do planeta, reduzindo-o ao nível do terceiro mundo. Pobre Argentina, fizeram-lhe de tudo, proteccionismo, ditadores populistas, ditaduras militares, hiperinflações, monopólios estatais, guerra...

Para maior detalhe, pode-se ler aqui.

PS: comparando o que levou ao falhanço da Argentina e o que propõem os partidos em Portugal, todos defendem alguma forma de subsídios aos produtores nacionais (é um forma de proteccionismo); os partidos da extrema esquerda almejam a constituição de uma ditadura dos trabalhadores; muitas das políticas propostas, se fossem realizadas e tivessemos a nossa própria moeda, levariam a uma hiperinflação; os partidos de esquerda defendem nacionalizações e grandes monopólios estatais.