QREN Distribui Milhões

Acho piada à forma como estas notícias são apresentadas (baseiam-se em relatórios do próprio estado): os nossos senhores, na sua infinita bondade e sabedoria, decidiram dar-nos uma prenda, e distribuíram uns milhões pela malta.

Estas notícias não dizem, é que esses milhões foram retirados da malta (ou ainda vão ser, com juros, caso tenham sido angariados com recurso a divida pública). Como é óbvio, a malta pagante e a recebedora não é a mesma, e pelo meio houve mais uns políticos e burocratas (parasitas) que tiveram de ser pagos.

Se os pagantes não fossem obrigados a desembolsar a massa, através de impostos, iriam fazer alguma coisa com ela, nomeadamente consumir naquilo que quisessem, ou poupar para investir ou para prevenir contra tempos mais difíceis, ou até podiam dar para caridade, etc. Ninguém pode dizer ao certo o que seria feito com o dinheiro, mas seria uma decisão de quem o ganhou, e não de um grupo de parasitas.

Como foi dito acima, há quem ganhe com este programas, nomeadamente os parasitas, ao conseguirem manter o tacho e justificar a sua existência, e os recebedores, muitas vezes pessoas bem colocadas politicamente, ou empresas grandes, capazes de sustentar departamentos inteiros especializados em aproveitar estes subsídios (em vez de se preocuparem em satisfazer o consumidor). Quem paga são os contribuintes, e quem beneficiaria, caso aqueles recursos não fossem retirados à economia, em primeiro lugar.

Um governo realmente bondoso e sábio, acabava de vez com este tipo de programas, cuja existência resulta inevitavelmente em deixar-nos, no global, mais pobres.

1 Comentários:

AG disse...

Triste realidade do Planeamento Central, cobrar a quem trabalha para redistribuir por outros (supostamente investimento) de acordo com métricas qualitativas (i.e. totalmente subjectivas e sujeitas a interesses politicos e lobbies) além de por prinicipio o conceito já ser viciado dado que é o Planeamento Central que decide que tem que haver investimento empresarial de acordo com as sua análise e visão macro económica. Tudo receitas perfeitas para redistribuir riqueza na economia de uma forma ineficiente, inprodutiva e acima de tudo INJUSTA!