‘Selling Us Short: The Limits of Markets (and Governments)’, with Joe Stiglitz and Jim Chanos

Recomendo ouvir a conversa entre o nobel Joe Stiglitz e o hedgefund manager Jim Chanos :


The conversation explored the end of so-called free market fundamentalism - the failings of the ideology, the system it propagated, and those who promoted it. Stiglitz and Chanos considered the economic principles that should underpin the organization of markets and society and examined interests and paradigms that constrain bold action.

1 Comentários:

Marco disse...

AG, nesta não concordo contigo, para começar, o Stiglitz é um keynesiano do pior que há, basta ver algumas das declaração dele.
A questão não deve ser se os mercados são eficientes ou não, mas se são a alternativa mais eficiente que temos. É óbvio que no mundo imperfeito em que vivemos nenhum sistema pode ser eficiente num sentido absoluto, por isso, temos de tentar descobrir qual dos sistemas disponíveis é o mais eficiente, em termos relativos.
Nos mercados “livres”, ou seja, que não são distorcidos pela acção do estado, não é forçosamente necessário que todos os agentes tenham informação perfeita, porque pelo sistema de preços vão obter os incentivos certos. A partir daí os recursos serão conduzidos para os sectores mais rentáveis, para as empresas mais criadoras de riqueza, em detrimento das destruidoras dessa riqueza.
Claro que no nosso mundo imperfeito há problemas, como a informação imperfeita, mas o mercado cria os incentivos para que os agentes tentem obter o máximo de informação relevante possível, premiando os que conseguirem e punindo os outros.
Em segundo lugar, mesmo que os agentes não tenham informação perfeita, é garantido que a intervenção do estado vai sempre corrigir esse “defeito” sem consequências negativas? Será que os estados têm essa informação perfeita? Será que os burocratas e políticos têm incentivos para conseguirem essa informação perfeita? A todas estas perguntas a resposta é claramente não.
Por isso apenas dizer que o mercado não tem informação perfeita, mesmo sendo verdade, não invalida que seja o sistema mais eficiente em termos relativos porque incentiva a eficiência, e não é suficiente para justificar a intervenção dos estados, que apenas acabam por criar mais problemas do que aqueles que pretende resolver.