Governo: O Culpado Pelo Desemprego


Recentemente soubemos que a taxa oficial de desemprego, em Portugal, está próxima dos 11% (a taxa real estará muito acima), que é o valor mais alto das últimas décadas. Esta situação tem um único culpado: o governo.

O governo lançou esta calamidade sobre os portugueses, mas a causa não é aquela que defendem os "especialistas", que aparecem nas TVs. A culpa não existe por termos pouco investimento público, ou por o governo não proteger mais os trabalhadores com legislação que torne ainda mais difícil os despedimentos, nem por falhar em elevar a procura interna ou por não conseguir aumentar as nossas exportações. A culpa do governo não advém de intervir pouco na economia, a razão é precisamente a oposta, é intervir de mais.

Eis algumas das medidas que o governo deve tomar para levar o desemprego para próximo de ZERO (sim, eu quero mesmo dizer ZERO): abolir o salário mínimo (que é uma das leis mais desumanas que existem), acabar com impostos sobre o trabalho (a Segurança Social e o IRS levam uma fatia enorme dos nossos rendimentos, desincentivando precisamente o trabalho), riscar toda a legislação laboral (os contratos realizados voluntariamente devem ser soberanos), acabar com o subsidio de desemprego (quem quiser pode fazer um seguro de desemprego privado, que certamente ficará mais barato do que aquilo hoje em dia temos com a Segurança Social), remover toda a burocracia que impede a formação de novas empresas e abolir as leis que protegem os sindicatos (não tenho nada contra associações de trabalhadores, quer lhe chamem sindicatos ou por outro nome, e até que tenham direito a fazer greve, apenas não concordo que sejam beneficiados pela lei, mantendo artificialmente trabalhadores pagos acima do valor de mercado em função, impedindo que outros possam sair do desemprego).

Este governo, está em funções desde 2005, por isso já teve mais do que tempo de implementar algumas destas medidas. Como não o fez, deve ser totalmente responsabilizado pelo nosso nível de desemprego que, infelizmente, não para de crescer.

3 Comentários:

AG disse...

A razão pq o desemprego não está a 20% :

Between 1998 and 2008, around 700,000 Portuguese decided to leave the country in search of better opportunities elsewhere. And the trend is accelerating: in 2007 and 2008, more than 100,000 Portuguese decided to emigrate.

http://theportugueseeconomy.blogspot.com/

AG disse...

Tirando uma mera amostra de 2 anos e meio de Governo PSD/CDS com contestações diárias patrocionadas pelo Presidente da Republica da altura, estamos sobre governação Socialista à mais de 15 anos. Quando o Governo Cavaco Silva saiu do exercicio, Portugal tinha 8% do PIB endividado e o Estado consumia 38% do PIB, neste momento temos 90% do PIB endividado (e a crescer cada vez mais) e o Estado a consumir 51% do PIB. Portugal está FALIDO, ao contrário do Guterres, o Sócrates nem coragem ou sentido de estado ou patriota tem e não se demite. Espanha hoje teve um leilão que tecnicamente podemos chamar de falhado. O CajaSur anda a ser oferecido no mercado a preços de desconto e obviamente não irá encontrar casamento, o que significa que só sobra ser NACIONALIZADO. Nesse mesmo dia todas as medidas de austeridades serão em Espanha serão tornadas redundantes, porque mesmo já serem poucas acabam por ser pulverizadas pelo balance sheet radioactivo e tóxico do CajaSur. Espanha terá que recorrer ao fundo do FMI/UE. Os cortes e medidas de austeridade portugueses além de serem poucos, já não vão a tempo. Quando a Espanha "falir", Portugal automáticamente será classificado como falido pelo mercado de crédito, independentemente das reformas ou cortes que fizermos. O irónico é que se Portugal tivesse pedido ajuda antes da Espanha ainda poderia ter negociado condições boas; mas não o tendo feito seremos vitimas da Espanha "arrebentar" o pacote de ajuda de emergencia e forçar a UE a obrigar com que Estados membros daqui em diante passem a restruturar a sua dívida. O new normal para Portugal é NUNCA voltar a ter taxa da dívida de 10Y abaixo dos 6% como se um país sul-americano sem prospectivas de crescimento se tratasse. Não entendo o EURUSD a 1.23, só um rebound técnico ou manipulação do ECB/SNB/FED o explicam, na minha óptica o EURUSD até ao final do ano estará a 1.10 ou provavelmente menos, e nessa altura Portugal será mais um culpado a contribuir para o "especuladores a atacar o euro". Nessa altura o Sócrates terá que explicar ao povo o estado do país, mas pouco importará porque ele estará numa estado irrecuperável. Enquanto a maioria do povo compreende e aceita a situação, os unicos a serem ouvidos a protestar e a berrar irracionalmente e a apelar ao instinto da instigação e revolta serão os mesmos partidos de Esquerda que destruiram e faliram a Nação durante a 3ra Républica.

Marco disse...

Tens toda a razão, nem Portugal nem Espanha são o país das maravilhas que o Socrates e Zapatero anunciam. Muito pelo contrário, somos um TGV a 400 km/hora em direcção ao abismo.