10 Medidas de Austeridade em Espanha

Depois das medidas anunciadas pela Grécia, agora é a vez da Espanha.

Portugal será o próximo, mas apesar de até agora não se falar de medidas tão drásticas, na comunicação social, o mais próvavel é que venham a ser adoptadas medidas semelhantes.

"As medidas hoje anunciadas por José Luis Rodríguez Zapatero, numa intervenção no Congresso de Deputados, são as seguintes:
- Redução de salários dos funcionários públicos, em média, 5 por cento em 2010, congelando-as em 2011. A redução será proporcional às receitas.
- Redução de 15% no salário dos membros do Governo.
- Suspensão em 2011 da revalorização das pensões, excluindo as mínimas.
- Eliminação de regime transitório para a reforma parcial em vigor desde 2007.
- Eliminação do cheque-bebé de 2.500 euros a partir de janeiro de 2011.
- Adaptação do número de unidades das embalagens de medicamentos para as ajustar à duração padrão dos tratamentos. Unidoses poderão ser dispensadas mediante fracionamento das embalagens.
- Ajuda ao desenvolvimento (externa) cairá 600 milhões de euros em 2010 e 2011.
- Redução de 6.045 milhões de euros até 2011 no investimento público estatal.
- Previsão de poupança adicional de 1.200 milhões de euros por parte das Comunidades Autónomas e Autarquias.
- Pedidos para subsídio de Dependência serão decididos em seis meses e a retroatividade será eliminada."

1 Comentários:

AG disse...

Discordo que Portugal seja o próximo a seguir o mesmo caminho. Até porque na realidade pela sequência de eventos até devia ter dado este passo antes de Espanha.

O Governo Sócrates é de minoria e está agarrado ao poder, o que significa que prefere arrastar a situação até ao limite. Isto implica aumentar impostos e deixar a FP intocada.

Daí que o Outlook económico de Portugal seja sempre pior que os seus parceiros económicos europeus. Enquanto alguns estados membros seguem a visão económica de cortar na despesa e alguns (Irlanda e Roménia) até baixam os impostos, em Portugal não se faz qualquer reforma estrutural, não se corta na despesa, e taxa-se ainda mais o sector privado que sustenta o país.

Serão outros 5 anos de sofredão ao dobro da velocidade que foram os últimos 15 anos, sem qualquer saída ou estratégia económica à vista. Em Portugal carregamos um peso desproporcionalmente enorme que não produz e ainda distorce as regras do mercado, chamado Estado e Função/Serviço Público.

Conhecendo o PS/Sócrates e povão tuga, o mais certo é que o PS além de conseguir aguentar esta legislatura, ainda ganha novamente as eleições porque vai conseguir projectar que os cortes foram culpa do PSD e "especuladores contra o euro".