"Capitalismo: uma história de amor"


Este fim-de-semana fui ver o filme "Capitalismo: uma história de amor" do Michael Moore.
Já no seu conhecido estilo sarcástimo, Michael Moore tem a descoberto as "falhas" do capitalismo nos EUA. Não querendo contar a história do filme, para não aborrecer quem está a pensar em ir ver o filme, convém dizer que estas "falhas" se situam ao nível da corrupção e do querer ter sempre mais dinheiro. Infelizmente nunca haverá nenhum sistema perfeito enquanto o ser humano for levado pela ganância. Ainda estou para perceber qual é que é a utilidade adicional de uma pessoa entre ter uma casa confortável num sítio decente, por exemplo uma casa de 500.000 euros em Cascais, e ter uma casa na Quinta da Marinha por 5.000.000 euros. Gostava de saber se o diferencial de preço entre as duas casas compensa o aumento de utilidade, mas isto são questões à parte.
Outro tema focado no filme é também a atribuição dos 700 biliões aos bancos. Alerto só (para quem vier a ver o filme) que infelizmente o que se passa a este respeito nos EUA também se passa em Portugal, bastando olhar para a questão do BPN, e de quanto é que foi roubado (chamemos as coisas pelos seus nomes correctos) do banco e de quanto é que os contribuintes (perdão, o Estado Português) tiveram de pagar para manter o banco. Infelizmente, parece que o nosso ministro Teixeira dos Santos não está em condições de dizer este valor... porque será?
Ah, e já agora, apesar de não ser um filme brilhante, é um filme razoável para se ver, não obstante parecer que a história de "amor" acaba com o Barack Obama. Parece que Michael Moore ou é ingénuo, ou não teve tempo para acrescentar mais capítulos ao filme, ou então é um fortíssimo apoiante do Obama.

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