A Revolução de Esquerda



Hoje ao desfolhar o jornal deparei-me com uma notícia que... traduz bem o espírito de esquerda, que está representado na figura acima. Ou seja, nenhuma liberdade e nivelar todos os cidadãos socialmente e economicamente ao mesmo nível, que será, tudo na pobreza.

Os bloquistas de esquerda e outros personagens do género, ainda me vão esclarecer uma dúvida... em que país, onde a ideologia deles está implantada, é que se vive bem, livremente e com riqueza? A resposta, será certamente, nenhum, já que a ideologia de esquerda, e quanto mais à esquerda pior, é nivelar todos os cidadãos ao mesmo nível. Daí o cartaz dizer, dos humildes, pelos humildes e para os humildes.
A questão é... querem viver assim? Pelos vistos 1 milhão de portugueses gostariam, dados os resultados das eleições.

Pegando na notícia que me leva a escrever aqui, vou transcrever algumas partes e fazer um breve comentário. "Quarenta e quatro médicos, vindos de Cuba, estão a exercer todas as semanas, 64 horas de trabalho no Centro de Saúde do Alentejo e Algarve, por apenas 300 euros mensais. São obrigado a tal, têm o controle da Embaixada e não podem ter folgas"; "Os médicos cubanos são obrigados a fazer as 64 horas sempre, enquanto nós podemos optar por fazer banco ou não"; "São as horas que faziam lá em Cuba, onde recebiam 500 euros. Agora recebem 300 apenas. Comem e calam-se" (tirado do jornal Metro, texto de Patrícia Tadeia).

Ora, exposto isto, faço a pergunta aos leitoras. Querem um regime igual a este Cubano, onde não há liberdade e constante oposição e intervenção do governo e estado nas nossas vidas? Será que um controle total do estado trás riqueza individual? Penso eu que não, e o que foi transcrito em cima, é apenas uma pequena amostra da realidade. Talvez por isso, tantos Cubanos arrisquem a vida, a fazer a travessia de barco, em busca de uma vida melhor.

Se a revolução de esquerda é tão boa... porque é que alguns arriscam a vida para sair dela? Fica a questão.

7 Comentários:

Zé do Boné disse...

caro amigo

Parece-me a mim que tens uma visão da esquerda que mais parece uma visão da direita fascista.
o bloco de esquerda quer precisamente isso, igualdade de tratamento, porque há de um medico cubano ganhar menos que um português? repara que há uma fuga dos medicos para o sector privado que muito prejudica as pessoas.
alem disso, nao percebo essa analogia do sistema de governo cubano com o bloco de esquerda. explica te melhor.

Anónimo disse...

caro amigo

os medicos cubanos recebem menos porque nao ha igualdade de tratamento que é uma das bandeiras do bloco de esquerda. igualdade e justiça para todos.
além disso nao percebo essa analogia entre a esquerda moderna e o sistema de governo de cuba.
explica-te melhor.

Liberdade D´Escolha disse...

Obrigado pela vossa participação. Vou tentar explicar por 2 partes. A primeira, um governo de esquerda, quanto mais à esquerda fôr pior é. Os comunistas também têm o lema de distribuir a riqueza pelas pessoas, tornar a vida melhor para todos. Os partidos de esquerda no extremo e até os da direita tÊm esse lema... todos o têm, mas não o irão conseguir.
As pessoas têm de entender de uma vez por todas, que quanto maior for o estado, mais pobre é o país. O que não falta são exemplos de países assim... que partem do princípio que o estado irá distribuir melhor a riqueza, que irá ser mais justo, que têm de nacionalizar as empresas que dão lucro para o distribuirem melhor pelas pessoas, etc, etc, etc. Mas esquecem-se que, quando o estado governa uma empresa, não há incentivo nenhum, a essa empresa inovar, a ser melhor, há o comodismo e compadrio, além de que as grandes empresas fogem de países como esses. Há vários livro sobre este assunto, gratuitos, no mises institute. Por isso, podem ter o lema que entenderem, quando aparecem com o discurso que têm de nacionalizar isto e aquilo... esqueçam, já foi tentado e foi o falhanço total.

Pegando na questão dos médicos para o sector privado... a razão número um para termos um preço tão alto nas consultas com especialistas, é o facto do governo, ou o estado em compadrio com a ordem dos médicos, não possibilita a construção de mais faculdades de medicina, o que iria provocar algo muito simples. A oferta de médicos especialistas iria aumentar, e consequentemente, os preços dos seus serviços iriam diminuir. Isto é uma lei básica de economia, mas quando o estado se envolve, passa por cima dessa lei e tenta é servir os lobbies.

Não caiam na ilusão de que o BE ou comunistas ou outro qualquer que fosse par ao governo, com um lema bonito iria fazer melhor. Quanto maior o estado, maior é a pobreza... volto a dizer, exemplos não faltam.

O que temos de lutar, é por um peso cada vez menor do estado, onde aí sim, iria haver incentivos ao aparecimento de empresas privadas, e a sociedade ficaria mais rica, pois com a livre concorrência há o incentivo ao progresso a vários níveis.

Não queiram ficar acomodados ao estado, pois estão a hipotecar o futuro dos vossos filhos... Espero ter esclarecido.

Zé do Boné disse...

No plano teórico todos os sistemas funcionam. No plano prático, as coisas tendem a divergir.
Naturalmente, e assumindo a "boa natureza" da psicologia humana o liberalismo extremo poderá ter a vantagem da "liberdade" de expressão da vontade. Coisa que sistemas socialistas marxistas, fundamentalmente acabam por suprimir.
No entanto, acho que concordas comigo que reduzir o papel do Estado ao de puro regulador de certas relações sociais (segurança pública, defesa do estado, ...)pode induzir em serias desigualdades.
Isto porquê: porque é diferente andares num colégio inglês ou andares na escola publica em chelas. porque é diferente os teus pais pagarem te a faculdade ou teres que trabalhar no Macdonalds até à meia noite para pagares as propinas. porque é diferente ter estabilidade familiar e um ambiente saudável do que ter uma estrutura familiar distorcida como pais divorciados ou agora como está na "moda" homossexuais.
O liberalismo económico faz sentido mas com limites, e esse limite está precisamente na necessidade de criar alguns equilibrios, que naturalmente não existem e têm que ser artificialmente forçados.
Já sei, vais dizer que o mercado e todos os mercados se auto regulam, mas isso não acontece porque a tendência não é para a perfeição mas sim para a distorção. Essa é a natureza humana que se espelha na sociedade e na economia.

Tarzan disse...

Na reportagem de ontem da RTP sobre as comemorações dos 60 anos da R.P.China (ver video aqui http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=1103&idpod=30234&formato=wmv&pag=recentes&escolha=, a partir do início do 2/3) o repórter remata a reportagem dizendo

«[A revolução de Mao]...começava uma longa marcha marcada por sacrifícios e experiências falhadas mas também algum progresso social[...]»

Progresso social?!?!? Terraplanagem social é progresso? E a miséria só acabou quando as reformas abriram a economia ao capitalismo e à livre iniciativa.

Tarzan disse...

Caro Zé Boné,

«No entanto, acho que concordas comigo que reduzir o papel do Estado ao de puro regulador de certas relações sociais (segurança pública, defesa do estado, ...)pode induzir em serias desigualdades.»

Esta sua afirmação é também um argumento típico de uma certa esquerda que tem horror à diferença. Os liberais (a maioria creio) tendem a assumir a diferença como normal e altamente desejável. Ela é expressão da liberdade individual, da desejável diversidade socio-cultural e do assumir da responsabilidade pelas escolhas tomadas. A única apologia pela igualdade que vejo os liberais defenderem é a igualdade de oportunidades. Aproveitar ou não e como essas oportunidades, isso compete a cada um.


«porque é diferente andares num colégio inglês ou andares na escola publica em chelas.»

Num sistema puramente liberal não existem escolas públicas. Como não existem mercearias públicas, como não existem fábricas de automóveis públicas, não há lojas de livros públicas, etc... A possibilidade de concorrência entre os diversos agentes do lado da oferta encarrega-se de fazer chegar os bens e serviços aos diversos segmentos da sociedade da forma mais eficiente. No caso da educação poderá optar por subsidiar/financiar o acesso à educação a quem o peça por não ter hipóteses de a pagar na totalidade.
Aqui o estado passa a desempenhar outra função: chegar onde o mercado não chega mas sem participar nem distorcer as regras do "jogo".

«porque é diferente os teus pais pagarem te a faculdade ou teres que trabalhar no Macdonalds até à meia noite para pagares as propinas.»

Esse argumento também é recorrente mas verá que se poderia aplicar a casas, carros, iphones, pianos, criação de empresas. Nesses casos também acha que o estado tem de intervir para garantir que ninguém tenha de ir trabalhar para as conseguir, à semelhança dos meninos afortunados?

«porque é diferente ter estabilidade familiar e um ambiente saudável do que ter uma estrutura familiar distorcida como pais divorciados ou agora como está na "moda" homossexuais.»

E como é que o estado ou um sistema liberal ou quem quer que seja pode obrigar que todas as famílias sejam saudáveis e estáveis?


«vais dizer que o mercado e todos os mercados se auto regulam, mas isso não acontece porque a tendência não é para a perfeição mas sim para a distorção. Essa é a natureza humana que se espelha na sociedade e na economia.»

Os mercados vivem em permanente tensão. Pululam de equilíbrio para equilíbrio. Isso resulta dinâmica da própria realidade. Eu acho que isso é bom. Houve um sr. que dirigiu os destinos do país durante uns 40 anos e que tinha horror à mudança e aos "desequilíbrios"... Se investigar um pouco a história recente verá que os grandes desequilíbrios e crises económicas resultaram da intervenção estatal que quase sempre é justificada como forma de garantir progresso, prosperidade e justiça. Então Cuba, está cheia de exemplos dos desastres dessa "boa-vontade".

Marco disse...

Zé, obrigado pelo teu post. É sempre bom poder trocar ideias civilizadamente com quem discorda do que pensamos. :)
Compreendo as tuas preocupações quanto às desigualdades, ninguém quer viver numa sociedade onde uns poucos são extremamente ricos e a maioria quase não tem o que comer.
Mas não é certo que sejam maiores as desigualdades num sistema de estado reduzido do que num sistema socialista, para isso basta ver o que aconteceu nos países comunistas onde os dirigentes viviam com os maiores confortos dos países ocidentais enquanto o povo precisava de esperar horas em filas para comprar bens básicos.
Claro que é diferente andar num colégio inglês ou andar numa escola pública em Chelas, mas o que propões? Andarmos todos em escolas tipo pública de Chelas, para não haver desigualdades? Já vimos que é isto que acontece quando as escolas são públicas…
Quando deixamos o mercado funcionar noutras áreas o que acontece é termos bens baratos, de qualidade razoável e acessíveis a toda, ou quase toda, a gente. Pessoalmente acredito que seria isso que se passaria, também, na educação. Não me parece que a solução seja ter uma má educação para todos, para que não haja desigualdades.
Quando o mercado se distorce, se fores estudar a situação vais ver que normalmente há uma mão do estado por trás. Normalmente a intervenção estatal dá-se por motivos nobres, mas o resultado acaba, muitas vezes, por ser o contrário do pretendido.