Economia da República das Bananas Parte V - Final Feliz!

Contrariamente ao que era previsto, o novo sistema de liberdade individual foi um sucesso!
A alocação dos recursos da economia tornou-se muito mais rápida e eficiente, dada por um sistema de preços livre de interferências governamentais. Os produtores passaram a ter como única preocupação responder ao que os consumidores pretendiam, para assim maximizarem o seu lucro.
O desemprego de longa duração passou a ser um fenómeno residual.
A moeda passou a ser emitida por bancos privados, mas a ser redimida em ouro, com os bancos a comprometerem-se a conservar, em reservas, 100% da base monetária. Os bancos tornaram-se uma espécie de armazém de ouro, a parte má foi que em vez de pagarem juros passaram a cobrar uma comissão de armazenagem, para contas à ordem. Para contas a prazo, continuaram a pagar juros.
A estabilidade de preços promoveu mais a poupança, do que o sistema inflacionista que anteriormente vigorava (quando a inflação é elevada, as pessoas querem trocar a moeda por bens, o mais rápido possível, antes que desvalorize).
Com o aumento da poupança, houve consequentemente um incremento de verdadeiro investimento, uma vez que os recursos não consumidos correspondiam aos recursos poupados e que estavam disponíveis para investimento, ao contrario do que acontecia quando o banco central injectava credito barato, que não era suportado por nenhuma poupança.
Com mais investimento real, a produtividade dos trabalhadores também tornou-se maior, em resultado do aumento de capital na economia.
Dado o pouco desemprego e os aumentos de produtividade, os empregadores foram “obrigados”, pela lei da oferta e da procura, a remunerar melhor os trabalhadores.
Claro que continuaram a haver problemas, a República das Bananas não passou a ser perfeita, mas pelo menos o nível de vida das populações registou melhorias consideráveis.

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