O estímulo dos políticos

Há uns tempos atrás encontrei este vídeo e resolvi hoje mostrá-lo, já que a comunicação social está fértil em notícias de que os estímulos estão a resultar, a recessão terminou, que haverá uma maior regulação, e daqui para a frente está tudo sob controle.

Vou contar um segredo... os estímulos além de não funcionarem, vão agravar o problema. Não podem ser os políticos que, a maior parte, nunca geriu uma empresa, a decidir o destino de milhões de pessoas, e o destino do dinheiro gerado pelos privados.

Cada qual é um ser complexo, com gostos próprios, disposições, humores, o mundo está em permanente mudança e é impossível que um conjunto pequeno de pessoas (estado), consiga discernir sobre o que é o melhor e do que o consumidor irá querer no futuro.

Pensemos um bocado. E daqui se irá fazer luz sobre o porquê do facto, provado pela história, de que quanto maior é o aparelho de estado, mais pobre é o país, (regimes comunistas por exemplo).

Que incentivos tem o político ou uma empresa do estado a inovar, a tornar a empresa mais eficiente? Além de todas as pressões políticas que existem para colocar os membros do partido nas empresas estatais, se algo correr mal o estado "mete" mais dinheiro. O capital não é da pessoa que está a gerir. E toda a gente sabe que quando o dinheiro parece cair do céu não se dá valor nenhum e gasta-se. Por isso é que, por exemplo a Galp, antes de começar a ser administrada por privados, dava prejuízo...

Os incentivos estão do lado dos empresários particulares, de empreendedores, que caso a empresa vá à falência são prejudicados. Aí há o incentivo a fazer sempre o melhor, a inovar, tornar os bens melhores e mais baratos, expandir-se e colocar a trabalhar quem lhes irá dar o maior valor e não os amigos, com ordenados chorudos e pensões futuras garantidas.

O estímulo da economia pelo estado é uma utopia... bom para abrir o noticiário e alguns ficarem mais aconchegados à noite, já que o papá estado está a salvar-nos... O que irá acontecer é uma redistribuição de riqueza, pago por um aumento inevitável de impostos e endividamento (impostos a pagar no futuro). O estado não cria riqueza, apenas a redistribui e ao fazer essa redistribuição, está a condenar alguns a favor de outros. Como é que tem o poder de tomar essa decisão? Com base em quê? As pessoas têm de começar a pensar que o dinheiro vem de algum lado... e se concordam com construção de pontes, tgv´s e demais, então, estão a assinar uma autorização, de aumento em impostos directos, e principalmente indirectos. Normalmente aumentam os indirectos, pois assim culpam os outros. Veja-se o exemplo dos preços dos combustíveis. É mais fácil culpar a Galp, quando o governo é que tem toda a culpa, já que 2/3 do preço do combustível que se paga na bomba é IMPOSTO.

Os estímulos não vão funcionar hoje nem nunca, pois o estado não tem capacidade para saber o que é melhor. Há uma frase que ouvi, que traduz na perfeição esta situação. "Se o primeiro-ministro soubesse realmente o gosto dos consumidores no futuro, soubesse quais as indústrias que irão estar na moda, o que se irá consumir, então não era político, mas sim o homem mais rico do mundo".


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